Covid-19 Economia

Governo tem de vacinar informais, diz Guedes

Ministro da Economia disse que mesmo quem recebe o auxílio precisa sair de casa para trabalhar
Governo tem de vacinar informais, diz Guedes
Para Guedes, imunização em massa deve ser acelerada. Crédito da foto: Fábio Rogério / Arquivo JCS (6/3/2021)

O governo tem a obrigação de vacinar, nos próximos quatro meses, todos os 38 milhões de brasileiros que receberão a nova rodada do auxílio emergencial, disse ontem o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo Guedes, essas pessoas precisam sair de casa para trabalhar, mesmo recebendo o benefício.

“Quero dar ênfase para a necessidade de vacinação em massa. Está muito claro hoje que o desemprego, a recessão de hoje, teve uma focalização muito grande particularmente nos mais vulneráveis, os 38 milhões de brasileiros que ganham seu pão, seu dia a dia, literalmente a cada dia”, disse o ministro, ao comentar o resultado da arrecadação de fevereiro.

Na avaliação de Guedes, a vacinação em massa precisa ser acelerada ao máximo para assegurar o retorno seguro ao trabalho, principalmente dos informais, que constituem a população mais vulnerável.

“Particularmente, esses mais vulneráveis não podem ficar em casa, no isolamento social, tendo sua sobrevivência garantida. Mesmo a gente fornecendo auxílio emergencial, são as famílias mais frágeis. Eles têm às vezes 8, 9, 10 pessoas em habitações muitas vezes de só um cômodo, e são pessoas que querem trabalhar e precisam trabalhar, eles pedem para trabalhar”, declarou.

Nas palavras do ministro, há uma “assimetria de informação” entre a população de alta, média e baixa renda. Segundo Guedes, enquanto as pessoas de maior renda toleram melhor o distanciamento social, as pessoas de classes mais baixas “têm um desejo desesperado pelo trabalho”, daí a necessidade de vacinar em massa os trabalhadores informais e os demais beneficiários do auxílio emergencial.

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Lockdown

Diante da pressão para o combate à pandemia da Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro pediu ontem que o novo coronavírus seja o foco dos “ataques” e não o seu governo. Um dia após mais de 500 economistas e banqueiros pedirem lockdown em todo o País para evitar o colapso hospitalar e como forma de recuperar a economia, Bolsonaro voltou a atacar a medida, distorcendo declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O apelo ocorre depois de pesquisas de opinião mostrarem queda na avaliação do governo quanto à atuação durante a crise sanitária. “Vamos destruir o vírus, e não atacar o governo. Não pode essa questão continuar sendo politizada em nosso Brasil‘, disse em evento do Palácio do Planalto. (Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

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