Covid-19 Economia

Governo prevê crescimento quase nulo em 2020 por coronavírus

A crise, que recém-começou no Brasil do ponto de vista sanitário, afeta o país por vários canais
No ano passado, o PIB brasileiro cresceu 1,1%, decepcionando os mercados. Crédito da foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

 

O governo reduziu drasticamente nesta sexta-feira (20) sua projeção de crescimento econômico em 2020, de 2,1% a um resultado quase nulo (+0,02%), devido à crise sanitária mundial.

O Ministério da Economia já havia cortado, em 11 de março, sua previsão de crescimento, de 2,4% para 2,1%, em uma primeira avaliação do impacto da epidemia de coronavírus na maior economia latino-americana. Esta nova revisão deixaria o Brasil à beira de uma nova recessão, depois da de 2015-2016, da qual nunca conseguiu se recuperar por completo.

No ano passado, o PIB brasileiro cresceu 1,1%, decepcionando os mercados, que haviam apostado na eleição de Jair Bolsonaro e em seu plano de ajustes fiscais e privatizações, impulsionado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

As expectativas de rebote se renovaram depois da aprovação, em outubro, da reforma da Previdência, uma das mais delicadas socialmente. Mas a pandemia de coronavírus freou a economia mundial.

“Tínhamos uma expectativa de crescimento do PIB de 2,4% a 2,5% este ano, mas o coronavírus mudou tudo”, comentou o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus.

A crise, que recém-começou no Brasil do ponto de vista sanitário, afeta o país por vários canais: o das exportações de matérias-primas, o das importações de componentes industriais e o da forte desvalorização do real, de 25% frente ao dólar este ano.

Após o anúncio da nova projeção, a Bolsa de São Paulo, que subia mais de 2%, inverteu a tendência e, uma hora antes do fechamento, caía 2,62%.

Para atenuar a crise sanitária, o Congresso aprovou nesta sexta-feira (20) a declaração do estado de calamidade, que permitirá aprofundar o déficit fiscal previsto para 2020. (AFP)

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