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Economia

Cesta básica: Carne bovina, linguiça e feijão têm maiores altas

Itens puxaram 2º aumento consecutivo da cesta básica sorocabana em dezembro
Cesta básica: Carne bovina, linguiça e feijão têm maiores altas
Preço médio da carne bovina de 1ª chegou a R$ 31,21 o quilo. Crédito da Foto: Luiz Setti (9/1/2020)

A carne bovina, o feijão, linguiça e ovos foram os principais responsáveis pela segunda alta consecutiva no valor da cesta básica sorocabana, em dezembro. Ante o mês anterior, o aumento foi de 4,8%, passando a custar R$ 687,97. Na comparação com dezembro do ano passado, subiu 17,36%. A alta anual foi bem maior que a inflação medida pelo IPCA em 2019 (4,31%).

De acordo com o relatório da pesquisa da cesta básica sorocabana, feita pela Universidade de Sorocaba (Uniso), a linguiça fresca passou de R$ 13,29 o quilo em novembro para R$ 15,37 em dezembro (15,6%). Em seguida ficou a carne bovina de 2ª, que foi de R$ 19,33 o quilo para R$ 21,72 (12,3%). Já a carne de 1ª subiu de R$ 28,53 para R$ 31,21 (9,39%). Depois vieram os ovos, de R$ 5,56 a dúzia para R$ 6,08 (9,35%), e o feijão, que subiu de R$ 6,32 o quilo para R$ 6,73 (6,49%).

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O feijão foi o item que apresentou maior alta acumulada em 2019 (55,1%), conforme a pesquisa. Mas o preço de dezembro (R$ 6,73/kg) foi menor ao registrado em março (R$ 8,51/kg), quando atingiu o seu pico. As carnes de 1ª de 2ª foram, respectivamente, o terceiro e o quarto itens com maiores altas acumuladas em 2019. Enquanto a carne de 2º registrou uma alta de 42,6%, a carne de 1ª teve uma alta um pouco menor (35,2%).

“Apesar de o feijão ter apresentado alta de preço no acumulado do ano superior às carnes, elas foram os produtos que tiveram um impacto muito maior no orçamento das famílias, já que representam uma boa parcela dos gastos familiares”, diz o economista e coordenador da pesquisa, Lincoln Diogo Lima.

Segundo ele, o principal motivo para a alta das carnes se deve ao maior volume em exportações, sobretudo para a China. O tradicional aumento da demanda doméstica devido às festas de fim de ano e a alta do dólar foram outras razões para a escalada dos preços das carnes.

Outros produtos também tiveram aumento porque normalmente são alternativa para o consumo da carne. Caso da linguiça e dos ovos, que na passagem de novembro para dezembro superaram as altas das carnes bovinas, que por sua vez já tinha registrado elevação em novembro.

Quanto ao feijão, a alta de dezembro é a terceira consecutiva. Além da entressafra, houve redução de áreas plantadas pelos agricultores.

A cebola, batata e o extrato de tomate tiveram as maiores quedas entre novembro e dezembro. O preço médio do extrato de tomate (370 gramas) baixou de R$ 3,23 para R$ 2,83 (-12.3%), enquanto a cebola foi de R$ 2,75 o quilo para R$ 2,49 (-9,4%) e a batata caiu de R$ 3,25 o quilo para R$ 3,10 (-4,6%).

Consumidores buscam opções

Os consumidores sentiram no bolso o aumento das carnes bovinas e buscam opções para fugir dos preços altos, como frango e carne suína. Por causa da demanda maior, os ovos também subiram. A aposentada Maecira Lorente constatou na semana passada, que após a alta na carne bovina, os preços começam a baixar.

“Não deixei de comprar carne bovina, mas também comprei mais frango por conta do preço.” O servidor público Adalberto Costa diz que ele e a esposa não comem carne bovina e sentiu aumento no valor dos ovos. “A gente precisa buscar outros produtos e pesquisar”, aconselha. (Ana Cláudia Martins)

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