Economia

Banco Central deve manter taxa Selic em 6,5%

Taxa está no menor patamar da história
Selic
Para o banco UBS Brasil, a Selic termina 2018 no nível atual, mas sobe para 9% ao ano até o fim de 2019 – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Com a inflação sob controle e a atividade ainda em marcha lenta, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, deve manter, na noite desta quarta-feira (12), a Selic (os juros básicos da economia) em 6,50% ao ano. Se isso for confirmado, será a sexta reunião consecutiva em que o colegiado decide não mexer na taxa, que está no menor patamar da história.

A expectativa entre os economistas do mercado financeiro é de que a Selic, de fato, permaneça no nível atual. De um total de 35 instituições financeiras consultadas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, todas esperam por um anúncio de 6,50% ao ano.

A visão é de que, apesar das dúvidas em torno do andamento das reformas fiscais na futura Presidência de Jair Bolsonaro, a inflação no Brasil está acomodada e a atividade, que poderia pressionar os preços, segue em recuperação apenas gradual.

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O economista-chefe da consultoria Parallaxis, Rafael Leão, espera pela manutenção da Selic em 6,50% ao ano tanto na reunião desta quarta quanto ao longo de 2019, já sob o governo de Bolsonaro. “Temos uma elevada ociosidade na economia, o que permite a ela crescer sem grandes pressões inflacionárias no próximo ano”, afirma Leão. “A ocupação do mercado de trabalho e das linhas de produção abre espaço para intensificação da atividade sem risco sobre os preços.”

Para o banco UBS Brasil, a Selic termina 2018 no nível atual, mas sobe para 9% ao ano até o fim de 2019, na esteira da melhora da atividade econômica, que tende a acelerar a inflação.

Mais do que a decisão desta quarta, os economistas do mercado financeiro estarão atentos às sinalizações a serem passadas pelo BC em relação ao futuro. A instituição persegue uma inflação de 4,5% em 2018, com margem de tolerância de dois pontos. (Fabrício de Castro, Francisco Carlos de Assis e Caio Rinaldi – Estadão Conteúdo)

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