Economia

Auxílio é pouco, mas é o que o governo pode pagar, diz Bolsonaro

Auxílio é pouco, mas é o que o governo pode pagar, diz Bolsonaro
Bolsonaro cita endividamento. Crédito da foto: Evaristo Sá / Arquivo AFP (10/3/2021)

O presidente Jair Bolsonaro, avaliou na manhã de ontem que é “pouco” o valor do novo auxílio emergencial que será pago a vulneráveis durante a pandemia de Covid-19, porém reforçou que é o que o governo pode pagar. “É pouco, né? Mas é o que a nação pode dar. São 44 bilhões de endividamento, tá?”, disse Bolsonaro a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, em Brasília.

Na quinta-feira, o governo federal publicou edição extra do Diário Oficial da União (DOU) com a Medida Provisória 1.039, que recria o benefício pago, desta vez, a 45,6 milhões de brasileiros, em quatro parcelas com valores entre R$ 150 e R$ 375 cada.

Nesta rodada, as regras são mais rigorosas e não haverá novo cadastro para quem eventualmente ficou de fora do programa em 2020. A previsão é de que os pagamentos comecem em abril.

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O ministro da Cidadania, João Roma, disse que a nova rodada do auxílio emergencial foi o “viável” pelo limite total de R$ 44 bilhões de gastos autorizados pelo Congresso. Segundo o ministro, após as quatro parcelas previstas para serem pagas entre abril e julho, o Bolsa Família voltará em agosto reformulado, mais “robusto”, para ampliar a rede de proteção de forma permanente.

Serão quatro parcelas mensais de R$ 150 para famílias de uma pessoa só, R$ 250 para a média das famílias e R$ 375 para mulheres que são únicas provedoras da família. “São esses os valores e esses recursos são mais do que essenciais, é um recurso que faz muita diferença para aquele brasileiro vulnerável, que mais precisa”, disse Roma.

No ano passado, o auxílio emergencial foi pago a 68 milhões de pessoas. Agora, a mais recente versão do cadastro terá 46 milhões de destinatários — uma queda de 22 milhões. O governo não pretende abrir um novo cadastro, salvo acréscimos por ordem judicial.

O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, avaliou ontem que uma aceleração da vacinação em massa no Brasil pode evitar a necessidade de prorrogação do auxílio para além da nova rodada de pagamentos recém-aprovados pelo Congresso Nacional. Funchal lembrou que o governo tem tomado outras medidas, como a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas. (Estadão Conteúdo)

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