Dermatologia

Fotoenvelhecimento: o perigo do sol do verão e da poluição para a pele

Há menos de dois meses para o início do verão – a estação começa em 22 de dezembro – as preocupações com a pele devem ser iniciadas em na primavera. O cuidado para conter a exposição tem um motivo simples: evitar o envelhecimento prematuro da pele.

O fotoenvelhecimento é uma doença causada pela exposição excessiva ao sol que tem como resultado manchas, ressecamento, rugas e linhas de expressão. Junto com os impactos da radiação solar, a poluição também é um fator externo que pode intensificar esses danos na pele.

Suelen Montagner e Adilson Costa, em trabalho para o Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMPINAS), mostram que o efeito solar imediato sobre a pele é a hiperpigmentação cutânea com atraso na formação de nova melanina. A exposição solar prolongada e recorrente implica alterações definitivas na quantidade e distribuição de melanina na pele. A exposição ao sol acaba por diferenciar, na pele, o envelhecimento decorrente da idade e aquele causado por raios ultravioletas.

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Problemas de pele se intensificam no verão - Crédito - Yurak Rasil
Problemas de pele se intensificam no verão – Crédito – Yurak Rasil

Quando o raio UV penetra na pele, acabar por danificar as fibras de colágeno. O resultado desse processo é a produção anormal de elastina, que, por consequência, influencia na produção das enzimas metaloproteinases. São essas enzimas que reconstroem o colágeno danificado.  A ação do sol e dos raios UV, no entanto, prejudicam essa reconstrução.

O resultado disso é uma pele danificada. “As alterações histológicas provocadas pelo fotoenvelhecimento são inúmeras. Na epiderme, notam-se o adelgaçamento da camada espinhosa e o achatamento da junção dermoepidérmica”, aponta o artigo dos pesquisadores da PUC. Durante a juventude, a pele tem uma capacidade maior de corrigir naturalmente as alterações provocadas pelo sol. Porém, conforme a idade avança, já não é mais possível reverter esses danos. O resultado é uma pele com rugas, e marcas, com aspecto ressecado e áspero.

O fato de a recomposição da pele seja realizada de maneira mais fácil na juventude não significa que os cuidados devam ser esquecidos, isso porque o fotoenvelhecimento tem efeito cumulativo. O dano causado pelos excessos cometidos na infância e na adolescência só são percebidos muito tempo depois, quando a pele já está desgastada. Pesquisadores apontam que 80% de toda a radiação solar da vida seja recebida até os 18 anos de idade.

Mas o excesso de sol não é o único vilão nas causas do fotoenvelhecimento. Toxinas externas também contribuem para acelerar o desgaste da epiderme, como tabagismo, álcool, poluição, estresse e alimentos industrializados ricos em gorduras saturada.

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Mas o fotoenvelhecimento pode ser prevenido. O método mais efetivo é evitar a exposição direta aos raios ultravioleta, fazendo uso de chapéu e vestuário adequado, principalmente nas populações que trabalham diretamente expostas ao sol. A conscientização do uso diário do filtro solar é o principal caminho para evitar os efeitos danosos da radiação não só no retardo da instalação do fotoenvelhecimento, mas, principalmente, na prevenção de seu efeito mais temido, o câncer da pele.

Outra dica fundamental para retardar a doença é beber no mínimo dois litros de água por dia. O líquido serve para hidratar o organismo e estimular a eliminação de toxinas que contribuem para o processo de fotoenvelhecimento.

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