Cultura

Vintena Brasileira lança seu quarto disco

"(Re)existir" celebra os 15 anos do grupo, sob a regência de André Marques
Músicos integrantes da Vintena Brasileira. Crédito da foto: Divulgação

“(Re)existir”, quarto disco da orquestra André Marques e Vintena Brasileira, será lançado nesta quarta-feira (8), às 21h30, em São Paulo, na Casa de Francisca (Rua Quintino Bocaiúva 22, Sé).

O novo trabalho do grupo de música instrumental reúne dez faixas e conta com participações especiais da cantora Mônica Salmaso e do multi-instrumentista Arismar do Espírito Santo. A gravação do disco foi contemplada no edital de 2017 do Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria Estadual de Cultura. No dia 14 de agosto, a orquestra faz show de lançamento do CD em Osasco e, em setembro, em Jundiaí.

A partir da próxima semana, o álbum será disponibilizado nos principais serviços de straming. Além de sete músicas inéditas do pianista e compositor André Marques, regente do grupo, “(Re)existir” traz arranjo para um tema de Hermeto Pascoal e outro de Arismar do Espírito Santo. Já Mônica Salmaso, uma das maiores cantoras brasileiras da atualidade, empresta sua voz cristalina e tecnicamente perfeita à canção “Ponta de areia”, de Milton Nascimento.

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O disco celebra os 15 anos do grupo, sediado em Sorocaba, e atualmente formado por 21 músicos de diferentes cidades. André afirma que o título ambíguo do novo álbum — sugere um duplo sentido, de existência e resistência — sintetiza a trajetória do grupo, que sobrevive apesar das dificuldades logísticas e financeiras. “Como é um grupo tão grande, e não tem patrocínio, é muito difícil de sobreviver no Brasil. Foram mais de dez anos ensaiando toda semana, sem ganhar nada, e o grupo quase acabou por muitas vezes, mas a música falou mais alto. Só por isso a gente sobrevive. Além da amizade de todo mundo isso [o amor à música] é o que dá força para a gente continuar”, afirma André.

“(Re)existir” sucede o elogiado “Bituca”, lançado em 2014, com versões instrumentais de músicas de Milton Nascimento. “Considero o André Marques um gênio […]. Foi um dos maiores presentes que tive na vida”, disse Milton.

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Além de celebrar a trajetória de resistência da orquestra, o novo disco representa o amadurecimento do grupo, criado em abril de 2003, quando André Marques, integrante do Trio Curupira e do grupo do multi-instrumentista Hermeto Pascoal, já radicado em Sorocaba, teve a ideia de criar uma oficina de ritmos brasileiros com músicos formados pelo Conservatório Musical de Tatuí (SP). “O que sinto hoje é um amadurecimento muito maior, não só meu, mas de todos os integrantes. É uma evolução natural, porque sempre faço os arranjos pensando nos músicos. Como hoje todos são músicos de alto nível, então não tenho mais limitação para escrever [os arranjos]. Posso ousar mais”.

A orquestra é adepta da chamada “Música Universal”, termo criado por Hermeto Pascoal para designar a sua música, na qual são misturados todos os elementos possíveis em um gênero musical, sem rótulos, sem preconceitos, com uma mistura natural, através do conhecimento de vários ritmos e linguagens. Do folclore ao erudito, passando pelas improvisações do jazz americano e pelos ritmos brasileiros, como baião, frevo, maracatu, entre outros. Na orquestra, André Marques compõe e faz arranjos com novas fusões e sonoridades, que possui formação diferente das orquestras tradicionais e conta com violinos, violoncelos e flautas, mas também com guitarras elétricas, bandolim, viola caipira, percussão, entre outros.

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