Cultura

Teatro Municipal não tem data para reabertura

Boa parte das obras ainda não começou e Secult perdeu recursos para o combate à pandemia
Teatro Municipal não tem data para reabertura
O TMTV está fechado desde dezembro e a previsão inicial era de que as obras terminassem este mês. Crédito da foto: Vinícius Fonseca (19/6/2020)

Em ritmo mais lento do que o prometido no final do ano passado, a reforma do Teatro Municipal Teotônio Vilela (TMTV) não tem data para o seu término. Fechado desde dezembro do ano passado, a previsão inicial era que as intervenções no espaço fossem finalizadas neste mês, mas segundo a Secretaria Municipal de Cultura (Secult), “os materiais necessários estão em fase de entrega”. Com isso, o titular da pasta, Marcel Stefano Tavares Marques da Silva, alega que, neste momento, “não pode precisar uma nova data para a conclusão, sob pena de incorrer em algum equívoco”.

Não foi informado o gasto total das intervenções e, por meio de nota, a Secult diz que “em breve divulgará um relatório de todas as manutenções realizadas e seus respectivos valores”.

Em nota, o secretário atribui o atraso da obra à pandemia de Covid-19, que “afetou o trabalho de outras secretarias envolvidas no processo licitatório e das empresas prestadoras de serviço, ocasionando um certo atraso que não estava previsto, reflexo das medidas de enfrentamento e prevenção da pandemia”. Vale lembrar que em fevereiro deste ano, antes da Organização Mundial de Saúde (OMS) classificar o novo coronavírus como pandemia, o Mais Cruzeiro mostrou que os processos de licitação para contratação de serviços e compras de material para a reforma do teatro ainda não haviam sido publicados.

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A Secult afirma que apesar do atraso do cronograma, a reforma do TMTV segue como prevista anteriormente. “Algumas manutenções mais simples já foram concluídas pela equipe do TMTV e as mais complicadas e técnicas estarão iniciando entre o final do mês de junho a início de julho”. Até o momento, segundo a pasta, foram executadas manutenção preventiva do urdimento, como é chamado o conjunto de traves no teto do palco; revisão elétrica do palco, dos painéis elétricos e dos camarins e manutenção da iluminação dos camarins.

Já a pintura interna, manutenção da iluminação das coxias, instalação de iluminação de serviço na plateia, revisão na iluminação dos degraus da plateia e manutenção da cortina vermelha aguardam materiais ou estão em fase conclusão. Os demais serviços como, manutenção do palco, troca de cortinas, limpeza de carpete, higienização das poltronas e limpeza dos reservatórios de água, informa a Secult, serão iniciados em breve.

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A troca do sistema central de ar condicionado, além de ser algo complexo e técnico, exige um grande investimento. Inicialmente seria realizado um estudo para aquisição de uma nova central de ar condicionado, mas devido à pandemia, os recursos financeiros destinados à Secult foram limitados, priorizando o atendimento médico aos munícipes em virtude a pandemia do Covid-19.

Em dezembro do ano passado, quando foi feito o anúncio da reforma, artistas e produtores reclamaram do longo período fechado, que inviabilizaria boa parte da fruição artística da cidade. O secretário afirmou que o período estimado em seis meses se fazia necessário para, dentre outras intervenções previstas, a instalação de um gerador de energia, já que o teatro não possui esse equipamento. Agora, no entanto, o titular da Secult diz que o TMTV não receberá mais este equipamento, já que a verba de R$ 300 mil, que tinha sido destinada por uma emenda impositiva, foi redirecionada à saúde, para ações de combate à Covid-19. (Felipe Shikama)

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