Cultura

Sequência de ‘Malévola’ também é novidade da semana nos cinemas

Sessões especiais de “A fera na selva” terão a presença do ator e diretor Paulo Betti
Sequência de ‘Malévola’ também é novidade da semana nos cinemas
Elle Fanning, Angelina Jolie e Harris Dickinson seguem protagonista de “Malévola”. Crédito da foto: Divulgação

Além das sessões especiais de “A fera na selva” que terão presença do ator e diretor Paulo Betti, o segundo título da franquia estrelada por Angelina Jolie, “Malévola — dona do mal” estreia nesta quinta-feira (17) nas salas de cinema de Sorocaba.

No início, o filme causa certo estranhamento. Por uns bons minutos, “Malévola — dona do mal”, fica só no show de efeitos especiais, mostrando o que as novas ferramentas do digital podem fazer na construção do maravilhoso. Flores, fadinhas, seres estranhos. O tempo passa e não acontece nada, por mais que o filme encha os olhos. Mas a história finalmente começa. Aurora encontra seu príncipe, ele a pede em casamento, ela aceita e promete levar a “madrinha” a um jantar na casa, isto é, no palácio dele. Pronto. O que se segue é uma fantasia que ultrapassa a expectativa e deixa no ar a promessa de um sucesso de bilheteria tão espetacular quanto o do primeiro filme, de 2014.

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Elle Fanning continua fazendo a Bela Adormecida — a agora desperta Aurora –, Harris Dickinson volta ao papel de seu príncipe, mas Angelina, com seu figurino preto, com as amplas asas, permanece soberana.A novidade é a importância conferida à participação de Michelle Pfeiffer como a rainha Ingris, mãe do príncipe Phillip. Sempre vestida de branco, ela subverte a lógica das cores no cinema. Tudo o que Ingris — manipuladora, dissimulada — faz é para atingir Malévola. Não vai nenhum grande spoiler nessa afirmação de que Ingris, a rainha branca, é a verdadeira vilã da história. Faz coisas tão sinistras para tentar destruir o mundo dos Moors que precisa de uma secretária igualmente maligna, e a tem. Aliás, não apenas a secretária, mas também, nos subterrâneos do palácio, um inventor de armamentos tóxicos para destruir os aliados da equivocadamente chamada “dona do mal”.

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O longa, com 159 minutos de duração, coloca em discussão o verdadeiro tema de Malévola. A aceitação do outro, do diferente, sim, mas principalmente a questão do afeto. Ingris faz crer a Aurora que a está acolhendo como filha, e isso gera a ruptura entre a garota e Malévola. Na subversão dos afetos — quem é a verdadeira mãe? –, o que o diretor Joachim Ronning propõe não deixa de ser o que o psicanalista Bruno Bettlelheim vivia advertindo — sobre a natureza perversa dos contos de fadas. Não por acaso, a irritadiça Ingris vive proclamando — “Isso aqui não é um conto de fadas!”. É claro que é, mas também é aventura, terror, romance, comédia, tudo isso e uma parafernália de efeitos que demonstra que realmente, ante o desenvolvimento tecnológico, não existe mais limite para a imaginação de roteiristas. (Da Redação, com informações de Estadão Conteúdo)

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