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Dupla de São Roque lança álbum que une música brasileira e poesia

'Balaio Brasileiro: Mário de Andrade em Canção' está disponível em todas as plataformas digitais

27 de Outubro de 2026 às 11:08
Da Redação [email protected]
Lia e Jairo têm mais de 25 anos de carreira na música independente
Lia e Jairo têm mais de 25 anos de carreira na música independente (Crédito: Divulgação)

A dupla Lia Cordoni e Jairo Cechin, de São Roque, na região de Sorocaba, lançou seu mais novo álbum “Balaio Brasileiro: Mário de Andrade em Canção”, com canções que expõe a obra do escritor modernista e propõe reflexões sobre ela.

Com mais de 25 anos de carreira na música independente, Lia e Jairo firmam um diálogo entre textos declamados de Mário de Andrade e canções autorais, fazendo referência a elementos da cultura popular brasileira. O álbum está disponível nas plataformas digitais. 

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Música e literatura

A aproximação entre música e literatura faz parte da trajetória dos artistas. Lia lançou, em 2010, o álbum “Samba-Fusão”, com composições de Jairo Cechin e uma proposta voltada à identidade cultural brasileira, que é mista. A letra apresenta o conceito de fusão – de ritmos, de raças, de crenças e tradições.

O novo trabalho, “Balaio Brasileiro”, retoma essa abordagem de forma ampla, trazendo, inclusive, a última faixa com o nome “Samba-Fusão II”. Os artistas misturam nesta canção ritmos e tradições culturais brasileiras, com referências a manifestações como carimbó, frevo, lundu, pau de fita e umbigada, além do próprio samba-jazz.

A faixa “Balaio Brasileiro”, que dá nome ao álbum, apresenta o Brasil como um grande quintal da diversidade. “A letra da canção brinca com a ideia de que o Brasil é um imenso ‘balaio’, onde cabem todas as crenças, ritmos, sotaques e contradições. Traz elementos importantes da cultura popular, dos costumes, do sincretismo e suas raízes ancestrais”, explica Lia Cordoni.

A quinta faixa do álbum apresenta o poema “Eu sou Trezentos”, de Mário de Andrade, recitado por Jairo. O poema precede a canção “Grãos de Estrela”, que fala sobre a multiplicidade do ser humano, mostrando que as muitas facetas de um indivíduo podem conviver em harmonia.

“O trecho da canção diz: ‘cada grão de areia é um, cada um de nós um grão, sou trezentos e cinquenta, eu sou todos e nenhum’. Isso inclui na reflexão que, além de sermos seres plurais, todos esses ‘grãos’, juntos, formam a identidade coletiva e a noção de pertencimento”, elucida Jairo, que compôs a canção.