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Cultura

O halloween de Sorocaba

12 de Outubro de 2026 às 18:22
Festa deixou de ser apenas uma referência distante
Festa deixou de ser apenas uma referência distante (Crédito: DEPOSITPHOTOS)

Outubro: o Periscópio circula por Sorocaba. Transparece: o halloween encontrou espaço na Sociedade, demonstrado nas fantasias expostas em lojas e vitrines, nos enfeites nas casas, nas atividades realizadas pelas escolas. Crianças e adolescentes entram em contato com a celebração de maneira cada vez mais natural.

Pode-se olhar para tudo isso sob a perspectiva do consumo, afinal, fantasias, doces, decorações e festas movimentam o comércio: característica presente em outras festividades que fazem parte da vida social!

Natal, Páscoa, Carnaval, festas juninas e tantas outras datas, além de suas inegáveis dimensões religiosas, históricas e culturais, movimentam o comércio. Essa condição não faz com que deixem de ser manifestações culturais legítimas.

Vale lembrar Oswald de Andrade e seu Manifesto Antropófago, publicado em 1928, no qual defende a ideia de que a cultura brasileira não precisa simplesmente rejeitar o conteúdo que vem de fora, mas pode assimilá-lo, transformá-lo e recriá-lo a partir de sua própria realidade.

Em Sorocaba, observa-se esse processo nas decorações de algumas casas, escolas, lojas e shoppings, já incorporadas ao cenário sorocabano. A comemoração do halloween deixou de ser apenas uma referência distante da cultura norte-americana e passou a integrar o imaginário de muita gente.

Se o halloween veio de fora, nada impede que ganhe elementos brasileiros, que nossas crianças o reinventem, nossas escolas o adaptem e nossas famílias criem suas próprias formas de celebrá-lo, misturando bruxas e vampiros aos sacis e curupiras!

André Tolentino é sócio efetivo da Academia Sorocabana de Letras.

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