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Agosto Indígena destaca tecnologias ancestrais

Sesc reúne etnias para revelar saberes ancestrais por trás da agricultura, da arte e da resistência cultural

07 de Agosto de 2026 às 21:53
Documentário
Documentário "Replikka" acompanha a trajetória do povo Wauja do Xingu diante da destruição de sua história (Crédito: Divulgação/Sesc Sorocaba)

O Sesc Sorocaba realiza, de hoje (8) a 15 de agosto, a programação Agosto Indígena, dedicada este ano ao tema Tecnologias Indígenas. A proposta é ampliar a discussão sobre o conceito de tecnologia, mostrando que ele vai além do universo digital e abrange também métodos tradicionais de manejo da terra, subsistência, arte e ativismo político praticados pelos mais de 300 povos originários do Brasil.

A programação, gratuita e com vagas limitadas, começa hoje, às 15h, com um bate-papo sobre o encontro de mulheres Guarani, reunindo Dona Júlia Gimenes, Iracema Garcia, Ivanildes Pereira da Silva, Patrícia Ferreira e Vanda de Lima, com mediação de Liz Góes, da Comissão Guarani Yvyrupa. A conversa trata de memórias, saberes e do papel das mulheres na preservação da cultura Guarani.

Amanhã (9), às 14h, a atenção se volta para o sistema agrícola tradicional do Alto Rio Negro, no Amazonas, reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil. Participam do bate-papo Darli Soares, do povo Desana, Reginaldo Trema Ramos, do povo Tuyuka, e Sileia Massa Alves, do povo Tukano, que apresentam a roça de coivara e o cultivo da mandioca brava como práticas que sustentam tanto a alimentação quanto a cultura dessas comunidades.

Na próxima semana

Na terça, 11, às 19h, o educador e pesquisador Aly David Arturo Yamall Orellana, da nação Guarani, ministra a palestra "Letramentos indígenas: história, línguas e diversidade cultural", propondo uma reflexão sobre a retomada de territórios, línguas e identidades pelos povos indígenas na atualidade. Já na quarta, 12, às 19h, Casé Angatu, do Território Tupinambá de Olivença, em Ilhéus, na Bahia, apresenta a palestra "O Caminho do Peabiru", sobre a antiga rota que ligava o litoral brasileiro aos Andes e que hoje é lida como símbolo de resistência e continuidade das culturas originárias.

A programação se encerra no sábado, 15, com a exibição do documentário "Replikka", de Piratá Waurá e Heloisa Passos, às 17h. O filme, de 16 minutos, acompanha a resiliência do povo Wauja do Xingu diante da destruição de sua história. Em seguida, às 17h30, os diretores participam de um bate-papo com o público sobre o processo de realização da obra.

O Sesc fica na rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade. As atrações, são gratuitas.(Da Redação)