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Grupo Manto de Teatro

Clássico que criou a palavra 'robô' inspira espetáculo em Sorocaba

28 de Julho de 2026 às 21:32
Cruzeiro do Sul [email protected]
Nova montagem do Grupo Manto de Teatro aproxima clássico de 1920 dos debates sobre inteligência artificial
Nova montagem do Grupo Manto de Teatro aproxima clássico de 1920 dos debates sobre inteligência artificial (Crédito: DIVULGAÇÃO)

Um clássico da dramaturgia mundial que apresentou ao mundo a palavra "robô" chega aos palcos de Sorocaba em uma nova montagem. O Grupo Manto de Teatro estreia "A Reinvenção do Ofício", espetáculo inspirado em R.U.R. (Rossum's Universal Robots), texto escrito em 1920 pelo dramaturgo tcheco Karel Capek. A temporada começa hoje (30), às 20h, na Estação Paula Souza, com entrada gratuita.

Na obra original, Capek imaginou um futuro em que seres artificiais eram criados para substituir os humanos no trabalho. Mais de um século depois, a montagem dirigida por Valter Chanes aproxima esse universo das discussões atuais sobre inteligência artificial, guerras, produtividade e a valorização da vida humana.

Sem abandonar a essência do texto original, a adaptação reduz o número de personagens para concentrar a força dramática dos conflitos. Entre os elementos preservados está o manuscrito de Rossum, mantido em papel, recurso que reforça a permanência das questões levantadas pelo autor. A proposta é mostrar que, embora a tecnologia tenha evoluído, a ambição, a disputa pelo poder e as consequências das escolhas humanas permanecem as mesmas.

A peça "A Reinvenção do Ofício" propõe uma reflexão sobre a condição humana e o uso da tecnologia. Para o diretor Valter Chanes, a montagem reafirma a atualidade do clássico ao lembrar que toda tecnologia carrega as marcas de quem a desenvolve e que o futuro continua sendo resultado das decisões humanas.

A atriz Patrícia Nolasco destaca que a obra ganha ainda mais significado diante do cenário contemporâneo. "Em um tempo marcado por guerras, deslocamentos forçados, colapso ambiental e pela ascensão da inteligência artificial, a peça deixa de ser uma previsão sobre o futuro para se tornar um espelho do presente", afirma.

O elenco reúne Caiane Arjona, Edeméia Pereira, Eli André Corrêa, Hamilton Sbrana, Jee México, Patrícia Nolasco e Valter Chanes. A produção é de Luciano Leite e o cenário, de Chico Chanes. (Da Redação)

 

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