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Ciclo expositivo

Ciclo expositivo com Duchamp e Meireles segue até março

Programação gratuita reúne acervo com mais de 500 obras em frente ao Parque Villa-Lobos, em São Paulo

23 de Fevereiro de 2026 às 09:17
Valéria Amoris [email protected]
"Corpo-a-corpo" reúne trabalhos com foco na presença do corpo e obra de Acelino Sales MAHKU (Crédito: RAPHAELA CAMPANO)

A Casa de Cultura do Parque, em São Paulo, prorrogou até 1 de março de 2026 o III Ciclo Expositivo, com entrada gratuita e mais de 500 obras da coleção Pinho de Almeida em exibição. O conjunto reúne trabalhos de diferentes linguagens e inclui nomes como Marcel Duchamp e Cildo Meireles.

Localizada em frente ao Parque Villa-Lobos, no Alto de Pinheiros, a instituição apresenta três exposições: “Som e Fúria”, na Galeria; “Balada para um espectro”, no Gabinete; e “Corpo-a-corpo”, no Projeto 280x1020. O ciclo parte do acervo particular de Regina Pinho de Almeida, fundadora e diretora executiva da Casa, e organiza as obras a partir da diversidade de suportes presentes na coleção.

Com curadoria de Claudio Cretti e Tetê Lian, o projeto utiliza trabalhos sonoros, objetos-caixas, esculturas motorizadas, publicações experimentais e livros de artista. Segundo os curadores, a proposta amplia as possibilidades de exibição e reúne obras que não seguem classificações rígidas.

Na Galeria, “Som e Fúria” utiliza automação, som e movimento para discutir experiências humanas. O título faz referência ao romance de William Faulkner, publicado em 1929, e a uma fala da peça “Macbeth”, de William Shakespeare. Participam artistas como André Komatsu, Chelpa Ferro, Emmanuel Nassar, Nuno Ramos e Mariana Manhães. Entre as obras, está a série “Ato deà”, de André Komatsu, que utiliza itens de segurança como parte da estrutura do trabalho.

No Gabinete, “Balada para um espectro” reúne caixas e livros e aborda o conceito de coleção. A seleção inclui Augusto de Campos, Cildo Meireles, Julio Plaza, Edith Derdyk, Marcel Duchamp e Milton Marques. Entre as obras está “Boîte-en-Valise” (1935-41), de Duchamp, objeto que reúne 68 reproduções de trabalhos do artista. Cildo Meireles participa com “Camelô” (1998), obra relacionada a memórias de infância e ao comércio informal no Rio de Janeiro.

O Projeto 280x1020 apresenta “Corpo-a-corpo”, com foco na presença do corpo na produção contemporânea. A mostra reúne trabalhos de Acelino Sales MAHKU, Alex Cerveny, Bárbara Wagner, Hudinilson Jr. e Regina Parra, entre outros. A série fotográfica “Brasília Teimosa” (2008), de Bárbara Wagner, documenta encontros de moradores da periferia do Recife à beira-mar.

A fachada da Casa também recebe a exposição “Para-luz” (2024), de Alice Ricci, dentro do projeto Dando Bandeira. As bandeiras utilizam tecidos refletivos e lonas nas cores amarela e laranja fluorescente, com composições geométricas recortadas no próprio material. (Da Redação).

Serviço
Casa de Cultura do Parque
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300, Alto de Pinheiros, São Paulo
Quarta a domingo, das 11h às 18h
Entrada gratuita.

Galeria

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