Sesc
Girls Rock Camp reúne 15 bandas criadas por adolescentes
Showcase no Sesc Sorocaba apresentou músicas autorais desenvolvidas durante uma semana de atividades com crianças e adolescentes
Murilo Aguiar
O palco do Sesc Sorocaba foi tomado por guitarras, vozes e composições autorais neste mês, durante o showcase do Girls Rock Camp Brasil. O evento apresentou o resultado de uma semana de imersão musical com crianças e adolescentes. Ao todo, 15 bandas subiram ao palco para mostrar músicas criadas integralmente durante o projeto.
Realizado uma vez por ano, o Girls Rock Camp chegou à 12ª edição no Sesc e acontece em diferentes cidades do país, como Sorocaba e Curitiba. Criado nos Estados Unidos, o projeto se expandiu para diversos países e também está presente na América Latina.
Nesta edição infantil, 87 participantes integraram o camp, número próximo ao limite tradicional de 90 vagas. Cada banda foi formada por seis integrantes, que escolheram um instrumento — guitarra, baixo, bateria, teclado ou voz — e passaram por aulas práticas, ensaios e atividades criativas ao longo da semana. Além da parte musical, as participantes também foram responsáveis pela identidade das bandas, incluindo nome, logo e letras.
As atividades aconteceram em uma escola pública parceira e, neste ano, a edição foi totalmente gratuita.
Entre as bandas que se apresentaram esteve a Humanoides, formada por Júlia Ribeiro Garcia (13 anos, voz), Alice Valverde Hayla (12, guitarra), Antonella Casteglioni (12, baixo), Analua Nunes (14, guitarra) e Micaely Rachid (14, teclado). O grupo foi criado durante o camp e mantém um perfil no Instagram, @humanoides_21, administrado pelas próprias integrantes.
As meninas se conheceram no início do projeto, e a banda surgiu a partir da identificação entre elas. “A gente foi procurando pessoas que estavam com o crachá do instrumento e começou a conversar. Aí juntou todo mundo”, contou uma das integrantes.
O nome da banda veio da temática da música composta pelo grupo, que traz referências a alienígenas e reflexões sociais. Um dos versos resume a mensagem da canção: “prefiro ser alienígena do que alienado social”.
Para as participantes, a experiência foi marcada pelo acolhimento e pelo aprendizado coletivo. “Eu me senti muito acolhida. Achei que não ia conseguir fazer amizade tão rápido, mas consegui”, relatou uma das meninas. Outra destacou que a formação rápida do grupo contribuiu para o desenvolvimento musical: “todo mundo estava junto nessa, foi muito tranquilo aprender, e formar a banda rápido ajudou no aprendizado”.
Com o encerramento do showcase, as integrantes da Humanoides já pensam nos próximos passos. “A gente queria continuar aprendendo e continuar juntas”, afirmaram.
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