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Em São Paulo

SP tem mostra ‘Filme Livre’

03 de Fevereiro de 2025 às 21:56
Cruzeiro do Sul [email protected]
Evento ocorre no Centro Cultural Banco do Brasil até o dia 28
Evento ocorre no Centro Cultural Banco do Brasil até o dia 28 (Crédito: DIVULGAÇÃO)

 

A Mostra “Filme Livre”, que estará em cartaz até o dia 28 deste, já está acontecendo no Centro Cultural Banco do Brasil, no centro de São Paulo, com a participação de 10 produções brasileiras independentes, nesta que está sendo a sua 21ª edição.

Afastada seis anos das telas paulistas, a mostra homenageia o escritor, cineasta e ex-professor de cinema da Universidade Federal Fluminense, Roberto Moura, além do cineasta mineiro Sylvio Lanna, que faleceu ano passado.

A primeira sessão ocorreu no sábado (1º), enquanto a última será conferida em 28 de fevereiro. Todos os ingressos são gratuitos e podem ser retirados na bilheteria do CCBB, uma hora antes das sessões, ou pela internet.

Será a primeira exibição, em São Paulo, da obra “Katharsys” - Histórias dos anos 80”, filme de Moura que estreou nesta mostra. Iniciado nos anos 90, o longa foi o último do ator Grande Otelo, falecido em 1993. Da obra de Lanna será exibido o clássico A Sagrada Família, de 1970, que teve no elenco Paulo César Pereio, Milton Gontijo e Teresinha Soares, entre outros. A mostra tem curadoria dividida de Guilherme Whitaker, Scheilla Franca e Gabriel Sanna, e já passou por Brasília e Rio de Janeiro.

“Na MFL o protagonismo é dos filmes, de quem os realiza e suas motivações. Não à toa, a MFL homenageou cineastas como Andrea Tonacci, Sérgio Ricardo, Helena Ignez, Maurice Capovilla, Paula Gaitán, Visconti, Ana Carolina, Navarro e Rosemberg, entre tantos de nossa arte e cultura audiovisual. Eles se juntam às centenas de artistas, seus curtas, médias e longas, em prol do cinema como potência de transformação do mundo num lugar mais criativo, ético e poético, melhor. Tal esforço nunca foi nem será em vão”, explicou em nota Whitaker. Os filmes exibidos na mostra são, via de regra, encontrados pelo público apenas após garimpar plataformas de vídeo, quer seja por não contarem com distribuidoras, quer seja pela pouca quantidade de salas de cinema que exibam filmes fora do grande circuito comercial, mesmo nas capitais brasileiras.

A mostra é dividida em sessões temáticas: quem for conferir a “Mostrinha Livre” terá acesso a filmes infantis; os que buscarem a “Mundo Livre” verão filmes feitos por brasileiros no exterior; em “Biografemas” haverá filmes sobre artistas; nas sessões de “Pílulas” o público confere curtas de até 5 minutos; enquanto em “Caminhos” se conferem filmes de escola.

Outras categorias, que chegam nessa edição, abordam experimentações entre música e cinema (Sonoras), filmes temáticos (panoramas livres), obras que abordem lugares de fala e pertencimento (territórios), curtas com estrutura focada em imagem, sem fio narrativo (Cabine Livre), além de uma categoria dedicada aos veteranos da cena de cinema independente (autorias).

Será a última oportunidade de conferir esses filmes na telona, mas em março será a estreia da “Mostra Online”, com 30 dos 170 filmes exibidos, disponíveis no site da mostra. (Da Redação, com informações da Agência Brasil)