Art of Motocycling
Artista sorocabano é premiado na Índia
O artista sorocabano Rubião Cozer embarcou para a Índia, na última quarta-feira (20), onde acontecerá a premiação do evento “Art of Motocycling” promovido pela marca Royal Enfield.
Esta é a 4ª edição do concurso, que pela primeira vez tem a participação do Brasil e um vencedor brasileiro em nível global. “Estou muito feliz com esta oportunidade. O tema deste ano proposto pela Royal Enfield foi ‘Y3K’ e levava os participantes a imaginar um mundo futurista, onde as motos e a tecnologia se unem de formas totalmente novas. A ideia era projetar o motociclismo no ano 3000 d.C. O futuro daqui 1000 anos e tinham várias categorias: Arte Digital, Arte feita à mão (hand-crafted), Arte Gen AI e HQ (Comics). Me inscrevi em hand-crafted e comics e ganhei a etapa Brasil nas duas categorias. Depois disputei com outros artistas da América Latina e fui escolhido como vencedor global da categoria hand-crafted com o trabalho ‘Stay Vintage’”, explica o artista de 39 anos, conhecido por suas pinturas a óleo e aquarela, marcadas pela influência do realismo impressionista.
Agora o trabalho de Rubião será exibido no “Motoverse”, um evento global que acontece em Goa, na Índia e poderá virar peça de vestuário exclusiva da Royal Enfield.
“É uma sensação ótima você poder estar entre os ganhadores de um evento como este, com um júri bacana e com a minha arte poder representar o Brasil lá na Índia, ainda mais para uma marca que é muito conhecida entre os motociclistas e que eu gosto bastante. O fato deles incentivarem a produção artística com um prêmio bem sério é muito legal e ter a oportunidade de conhecer a Índia, outros artistas e curtir este momento com tudo pago por eles é gratificante”, finaliza o artista.
Trajetória
Rubião Cozer desde cedo esteve imerso em diferentes manifestações artísticas. “Comecei a desenhar muito cedo, foi por conta de um livro chamado ‘À mão livre’ do Philip Charles Hallawell que meu irmão tinha ganho e eu peguei para mim. A partir daí fui fazer aulas com a artista plástica Leticia Barreto no Estúdio de Arte HQ e não parei mais”, recorda. Aos 14 anos, ele participou de sua primeira exposição coletiva junto ao lançamento de um fanzine, o que anos depois o inspirou a fundar seu próprio estúdio de ilustração ao lado de outros artistas locais, desenvolvendo projetos editoriais e publicitários. Formou-se em Publicidade e, logo após a graduação, foi convidado a abrir sua própria agência, onde atuou como diretor de criação por dez anos, focando em design gráfico, ilustração, produção de vídeo e jingles. Paralelamente, dedicou-se à performance artística em bandas e realizou exposições de obras que homenageiam figuras icônicas do rock.
Desde o final de 2019, Rubião Cozer dedica-se inteiramente às artes visuais em seu estúdio, participando de exposições coletivas em São Paulo e explorando uma produção que se volta à complexidade da figura humana. A maioria dos seus retratos é baseada em imagens de pessoas desconhecidas referências de redes sociais ou de livros fotográficos que acentuam uma certa impessoalidade e provocam o espectador a refletir sobre as contradições da vida moderna. Ele busca captar a essência humana por meio de um retrato que é, ao mesmo tempo, íntimo e distante, refletindo as relações contraditórias do mundo atual. (Da Redação)