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Cultura

Projeto faz homenagem a Beth Carvalho

17 de Junho de 2023 às 23:01
Cruzeiro do Sul [email protected]
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Não há sambista surgido a partir dos anos 1970 que não reverencie Beth Carvalho (1946-2019). Se não o faz, como diria um velho samba de Dorival Caymmi, “é ruim da cabeça ou doente do pé”.

Se Nara Leão uniu o samba de morro com a bossa nova, Beth foi buscar nos terreiros e rodas de samba do subúrbio a autenticidade do gênero que perdura até hoje. E ela encontrou. Sobretudo no bloco Cacique de Ramos: o pagode, um jeito de levar o samba de forma festiva, com uma percussão inovadora e melodias que convidam o ouvinte a cantar junto - assim como acontece na reunião de pagodeiros.

Por isso, nada mais justo que Beth seja o tema da próxima edição do Sambabook, que retorna após oito anos. A gravação do especial que dará origem ao projeto audiovisual, como é de praxe, será em dezembro, em dia ainda a ser anunciado. O lançamento deverá ocorrer no 1º semestre de 2024. Para os números musicais, estão confirmados Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Diogo Nogueira, Teresa Cristina e Xande de Pilares - todos interpretarão músicas lançadas por Beth.

Para Aragão, uma das crias de Beth - ele fazia parte do bloco Cacique de Ramos -, a cantora promoveu, de fato, uma revolução no mundo do samba. “Beth representou a virada de chave para tantos compositores da periferia, como eu”, diz o sambista à reportagem.

A opinião de Aragão é reforçada por um dado histórico importante Beth foi a primeira a levar a um estúdio uma roda de pagode, tal como acontecia no Cacique. Foi no disco “De pé no chão”, de 1978. O álbum trouxe a música “Vou festejar”, parceria de Aragão com Dida e Neoci, um grande sucesso de Beth. (Da Redação com Estadão Conteúdo)