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Bibliografia

Livro apresenta Tarsila do Amaral além dos quadros

Pintora enfrentou preconceitos envolvendo sua vida pessoal

22 de Janeiro de 2023 às 01:06
Cruzeiro do Sul [email protected]
Artista brasileira nasceu no interior de SP e é referência na arte nacional
Artista brasileira nasceu no interior de SP e é referência na arte nacional (Crédito: DIVULGAÇÃO/ ACERVO MIS)

São como as duas faces opostas de uma moeda: de um lado, a moça de família abastada, estudante de colégio tradicional e autora de pinturas que figuram hoje entre as principais da arte latino-americana; de outra, a mulher que enfrentou quatro casamentos frustrados, somou poucos amigos sinceros e, ignorada pela crítica de seu tempo, foi obrigada a vender quadros por encomenda até o final da vida. “Foi uma pessoa muito doce, com um eterno sorriso nos lábios, mas que sofreu com a intolerância de uma sociedade que vivia de aparências”, comenta a historiadora Mary Del Priore sobre a artista plástica Tarsila do Amaral (1886-1973), tema de seu mais recente livro “Tarsila: uma vida doce-amarga”, recém-lançado pela Editora José Olympio.

Trata-se de um pequeno volume que destaca momentos menos conhecidos da trajetória de Tarsila, uma das mais importantes artistas brasileiras, conhecida por pinturas, cuja estética se confunde com uma representação do Brasil - a paisagem, a gente, as festas, o trabalho e os costumes - e por ter se notabilizado por quadros icônicos, como Abaporu. “Apesar de ser um dos nomes mais aclamados na história da arte brasileira, Tarsila teve uma vida íntima pouco conhecida, período em que ela não conseguiu se inserir nos papéis designados para ela”, observa Mary.

De fato, nascida em Capivari (SP) em uma família conservadora e com boas condições financeiras, ela foi preparada para seguir o tradicional caminho das moças destinadas ao casamento, estudando em um colégio de moças (o respeitado Sion) e preparando o enxoval com peças compradas em Paris. “Graças ao pai, Tarsila recebe as primeiras noções de artes plásticas, que vão encaminhá-la para a pintura”

O livro, aliás, foi uma encomenda da plataforma sueca Storytel, que oferece conteúdos em áudio. Assim, Tarsila: Uma Vida Doce-Amarga pode também ser ouvido na narração da atriz Helga Baêta - a “leitura” do livro dura 2h52. (Da Redação com Estadão Conteúdo)