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Cultura

A distopia em ‘Medida Provisória’

31 de Agosto de 2021 às 00:01
Da Redação com Estadão Conteúdo [email protected]ro.com.br
Ficção dirigida por Lázaro Ramos, com atuação de Taís Araújo, Seu Jorge e Alfred debate questões raciais.
Ficção dirigida por Lázaro Ramos, com atuação de Taís Araújo, Seu Jorge e Alfred debate questões raciais. (Crédito: DIVULGAÇÃO)

Ator, escritor de livros (inclusive infantis) e, agora, estreia como diretor no cinema com o filme “Medida Provisória”, que tem rodado festivais conquistando público e crítica e deve estrear no circuito comercial ainda este ano. Protagonizado por Taís Araújo, Seu Jorge e Alfred Enoch, esse drama distópico tem ainda no elenco nomes como Flavio Bauraqui, Renata Sorrah, Jéssica Ellen e Adriana Esteves.

Com roteiro do próprio Lázaro e de Lusa Silvestre e Elisio Lopes Jr., é baseado na peça Namíbia, “Não!”, de Aldri Anunciação, que também integra a equipe de roteiristas e atua no longa. “Medida Provisória” é um drama que mostra a força e resiliência da população negra brasileira.

A história se passa em um futuro distópico, quando o governo baixa uma medica provisória ordenando todos os cidadãos negros a irem para a África, uma forma que, afirma o mandatário do País, de fazer com que essas pessoas voltem a suas origens e uma injustiça histórica seja reparada.

Para que o plano governamental tenha resultado, a media será seguida à risca e as pessoas não têm escolha, são levadas à força, arrancadas de onde estiverem para cumprir a ordem. No entanto, a polícia não pode invadir casas para cumprir a ordem.

Daí que os primos Antonio (Enoch) e André (Seu Jorge) se valem disso e se recusam a sair de um apartamento. E será nesse momentos de refúgio que eles vão discorrer e debater questões sociais e raciais, em busca e mudanças para o País. (Da Redação com Estadão Conteúdo)