Cultura

‘Nomadland’ abre caminho para arrebatar o Oscar

Filme é escolhido melhor do ano pelo Sindicato dos Produtores
‘Nomadland’ abre caminho para arrebatar o Oscar
Única atriz profissional do filme, Frances McDormand é também produtora de “Nomadland”. Crédito da foto: Searchlight Pictures

“Nomadland” foi o vencedor do prêmio Darryl F. Zanuck de melhor produção de cinema de 2020 do Sindicato dos Produtores, abrindo caminho para sua vitória também no Oscar. O longa-metragem de Chloé Zhao, com produção da própria diretora em parceria com Mollye Asher, Dan Janvey, Frances McDormand e Peter Spears, acompanha nômades, pessoas que vivem em vans, em viagens pelos Estados Unidos atrás de empregos temporários. Frances McDormand é a única atriz profissional do elenco, uma mulher que cai na estrada depois da morte do marido e da ruína da sua cidade. Os vencedores do Producers Guild Awards (PGA) foram anunciados na noite de quarta-feira (24).

O prêmio é considerado um bom indicativo do vencedor do Oscar de melhor filme. Nos últimos 31 anos, 21 ganhadores do troféu de melhor produção do ano no PGA acabaram levando também o Oscar. Mas, nas últimas cinco edições, foram apenas dois: “A Forma da Água”, em 2018 e “Green Book – O Guia” em 2019. Em 2016, 2017 e 2020, os premiados do PGA foram “A Grande Aposta”, “La La Land – Cantando Estações” e “1917”, enquanto no Oscar os escolhidos foram “Spotlight – Segredos Revelados”, “Moonlight – Sob a Luz do Luar” e “Parasita”, respectivamente.

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“Professor Polvo” (Netflix), dirigido por James Reed e Pippa Ehrlich, foi eleito o melhor documentário. Nessa categoria, os vencedores coincidiram apenas cinco vezes em 14 edições: “O Equilibrista (2009)”, “A Enseada” (2010), “Procurando Sugar Man” (2013), “Amy” (2016) e “O.J. Made in America” (2017).

“Soul” (Pixar), dirigido por Pete Docter e Kemp Powers, foi eleita a melhor animação de 2020, o que consolida seu favoritismo para vencer também o Oscar. Nos 16 anos da existência da categoria no PGA, apenas quatro vezes o filme premiado não ganhou também o Oscar. “Carros” em 2007, “As Aventuras de Tintim” em 2012, “Detona Ralph” em 2013 e “Uma Aventura Lego” em 2015 foram preteridos pela “Academia de Artes e Ciências Cinematográficas” em favor de “Happy Feet – O Pinguim”, “Rango”, “Valente” e “Operação Big Hero”, respectivamente.

O Sindicato de Produtores também escolhe os melhores do ano na televisão. “Hamilton” (Disney+), filmagem do sucesso da Broadway, foi o melhor filme de televisão ou streaming.

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A sexta temporada de “Schitt’s Creek” (Pop TV) levou o troféu Danny Thomas de melhor série cômica. “The Crown”, da Netflix, foi vencedor do prêmio Norman Felton para série dramática. O prêmio David L. Wolper de série limitada foi para “O Gambito da Rainha”, da Netflix.

“The Last Dance”, da ESPN, foi a melhor não-ficção. “Last Week Tonight with John Oliver”, da HBO, foi o melhor programa ao vivo ou talk show. A 12ª temporada de “RuPaul’s Drag Race” (VH1) ganhou o prêmio de game ou competição.

“The Power of We: A Sesame Street Special” (HBO Max) foi o melhor infantil. Já o programa esportivo de 2020 foi “Defying Gravity: The Untold Story of Women’s Gymnastics”, do YouTube. A temporada 3 de “Carpool Karaoke: The Series”, do Apple TV+, foi o melhor programa de formato curto. (Mariane Morisawa – Estadão Conteúdo)

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