Cultura

Morte de Cazuza completa 30 anos e é lembrada por artistas

Autor de clássicos da música nacional, compositor morreu aos 32 anos
Morte de Cazuza completa 30 anos e é lembrada por artistas
Cazuza tornou-se ícone de uma geração e seu trabalho é referência do rock brasileiro. Crédito da foto: Divulgação

Referência incontornável do rock brasileiro (e não só) dos anos 1980, o cantor e compositor Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, padeceu exatamente há 30 anos, em 7 de julho de 1990. Com o Barão Vermelho (banda que revelou Cazuza) e uma potente carreira solo em que misturou influências para veicular sua poesia de verve única, ele é adorado pelas gerações seguintes de músicos e artistas brasileiros.

O músico Roberto Frejat usou seu Twitter para publicar uma homenagem ao cantor e também a Ezequiel Neves, que foi produtor do Barão Vermelho e também morreu em um 7 de julho, em 2010. “Suas ausências se tornam presenças cada vez maiores quando penso na saudade que sinto das gargalhadas, da inteligência, da coragem e da personalidade que os dois tiveram. Viva Cazuza! Viva Ezequiel Neves!”, escreveu Frejat.

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Outros artistas também relembraram o cantor em suas redes sociais. Gal Costa, por exemplo, publicou um trecho cantando a música Brasil e Tico Santa Cruz relembrou uma interpretação de O Tempo Não Para, que virou clássico de uma geração.

Cazuza

Um dos letristas mais aclamados por críticos da música brasileira, Cazuza deixou 126 músicas gravadas em seus oito anos de carreira. O cantor e compositor foi diagnosticado com Aids em 1987, mas, segundo a mãe dele, é provável que ele tenha contraído o vírus alguns anos antes. Na época, a Aids era muito desconhecida e não havia médicos brasileiros especializados no tema.

A família passou várias temporadas em Boston, nos Estados Unidos, para tentar controlar a doença. Apesar de todos os esforços, ele morreu depois de pouco mais três anos de tratamento, aos 32 anos de idade.

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Viva Cazuza

Lucinha Araújo, mãe do cantor, tornou o trabalho de Cazuza ponto de partida para a fundação da Sociedade Viva Cazuza, que cuida de crianças abandonadas e portadoras do vírus HIV. Ela também é autora do livro “Cazuza — Só as mães são felizes”, escrito em parceria com a jornalista Regina Echeverria. (Da Redação com Estadão Conteúdo)

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