Cultura

Modas de viola e causos são atração no Sesi

“Os Manducas de Fiúza” se apresentam com participação especial do violeiro Paulo Freire
Modas de viola e causos são atração no Sesi
A companhia “Os Manducas de Fiúza” é formada por Zé Bocca e Maurício Toco. Crédito da foto: Divulgação

Modas de viola, causos e anedotas do universo caipira serão apresentados hoje pelo duo “Os Manducas de Fiúza”, no teatro do Sesi Sorocaba, com participação especial do violeiro, escritor e pesquisador Paulo Freire. O roteiro é baseado no show “Os manducas em prosa e verso”, contemplado no edital da Lei de Incentivo à Cultura de Sorocaba (Linc) de 2017 e que, no início deste ano, realizou uma série de 11 apresentações em escolas da rede estadual que oferecem a modalidade de Educação para Jovens e Adultos (EJA).

A companhia “Os Manducas de Fiúza” é formada pelo ator e contador de história Zé Bocca e o professor e músico Maurício Toco e o espetáculo, segundo eles, visa reavivar a cultura tradicional popular da região. Além disso, a montagem homenageia grandes nomes da música caipira como o folclorista Cornélio Pires e músicas de expoentes do gênero como Teddy Vieira, Jacó e Jacozinho, Alvarenga e Ranchinho, Jararaca e Ratinho e o sorocabano Nhô Juca, como era conhecido o apresentador de rádio, ator e humorista sorocabano José Rodrigues da Silva, morto em 1981.

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Solos

Reconhecido como um dos mais importantes divulgadores da viola brasileira, Paulo Freire também é escritor, com sete livros publicados e 14 CDs e lançados. Paulo Freire também foi curador da exposição “Ocupação Inezita Barroso”, que ficou em cartaz entre setembro e novembro de 2017 no Itaú Cultural. “Para a gente é uma honra enorme dividir o palco com o Paulo Freire, que é um ícone do folclore e do universo caipira”, comenta Bocca.

No show, além de parte do roteiro original, o espetáculo abrirá espaço para números solos de Freire. “Também teremos algumas surpresas”, acrescenta o ator. O duo Manducas de Fiúza — combinação de duas expressões pinçadas de um dicionário caipira do folclorista Waldemar Iglesias que significa algo como “sujeitos de confiança” — nasceu em 2010, a convite do então secretário de Cultura de Votorantim, Clayton Leme, para integrar a programação do Espaço da Cultura Caipira na Festa Junina Beneficente da cidade.

Desde então, ambos os integrantes passaram a desenvolver pesquisa contínua sobre repertório e narrativas orais de causos, especialmente do interior de São Paulo e sul de Minas Gerais. Segundo eles, desde o início, a proposta da companhia é justamente promover o “reavivamento” da cultura caipira. “É como aquela fogueira que, quando você vê de cima, só tem cinzas, mas no fundo ainda tem uma brasinha, então se você assoprar ela reacende”, diz.

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Serviço

“Manducas de Fiúza convidam Paulo Freire”
Hoje, às 20h
Teatro do Sesi (rua Gustavo Teixeira, s/n, Alto da Boa Vista)
Entrada gratuita — os ingressos serão distribuídos no local com uma hora de antecedência

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