Cultura

‘Missão impossível’ estreia nos cinemas de Sorocaba

A lista de novidades inclui a comédia dramática "Tully", o drama nacional "Além do homem", o musical "Ana e Vitória" e a aventura "Vidas à deriva"

“Efeito Fallout”, sexto longa da franquia “Missão impossível” é o principal destaque nas salas de cinema de Sorocaba. A lista de novidades inclui ainda a comédia dramática “Tully”, o drama nacional “Além do homem”, o musical “Ana e Vitória” e a aventura “Vidas à deriva”.

Em “Missão Impossível, mais uma vez estrelado por Tom Cruise, que se mostra em ótima forma aos 56 anos, o agente Ethan Hunt recebe a missão de recuperar materiais que seriam usados por uma organização criminosa para fabricar três bombas que podem destruir boa parte do mundo. Hunt aceita a missão e se reúne novamente com Luther Stickell (Ving Rhames) e Benji Dunn (Simon Pegg) para cumpri-la.

“Efeito Fallout” recupera outros personagens dos filmes anteriores, como Ilsa Faust (Rebecca Fergusson) e Solomon Lane (Sean Harris) e também retoma algumas pontas soltas do quinto filme da franquia, “Missão impossível — Nação secreta” (2015). Dessa vez, Hunt conta com a ajuda de um novo agente, August Walker, interpretado por Henry Cavill, que já viveu o Super-Homem nas telas. As ruas de Paris e de Londres são o principal cenário de cenas de luta e longas sequências de perseguição impressionantes e aceleradas com carros e motos.

Nas gravações, Cruise assumiu o risco e não usou dublês. Uma das piruetas lhe rendeu uma fratura no tornozelo. Na cena, o ator persegue um vilão do alto de edifícios londrinos: pula de uma janela e salta de um prédio a outro como se estivesse em uma corrida de obstáculos. O ator chegou a pular de paraquedas mais de cem vezes para produzir uma das cenas do novo filme e se tornou o primeiro ator a realizar um salto Halo (de alta atitude com abertura do paraquedas em baixa atitude) a cerca de 7.620 metros de altura.

Ethan Hunt, porém, não é o único destaque de “Missão impossível”. Desta vez, as mulheres têm papéis mais interessantes do que nos filmes anteriores. Rebecca Fergusson vive novamente a agente Ilsa Faust. A atriz Angela Bassett, de “Pantera Negra” (2018), vive a chefe da CIA (agência de inteligência americana) e a britânica Vanessa Kirby — a princesa Margareth da série “The Crown” — é Viúva Branca, chefona do crime e uma das peças-chave da trama.

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Para o público que procura tramas sem sequências com explosões incríveis, a boa pedida é “Tully”, terceiro longa feito em parceria entre o diretor Jason Reitman e a roteirista Diablo Cody. Depois falar da delicadeza esperta de “Juno” (2007) e da infantilização de uma escritora mimada em “Jovens adultos” (2011), a dupla se reúne novamente em “Tully”, completando uma trilogia involuntária sobre mulheres em diferentes estágios da vida.

No novo filme, os dois se juntam também a Charlize Theron, protagonista de “Jovens adultos”, que está em uma das suas melhores performances, despida de vaidades e excessos. Charlize interpreta a mãe de duas crianças que precisa lidar com o nascimento de uma terceira. “Há assuntos que as mulheres não falam nem com as amigas ou familiares, como depressão pós-parto e o sentimento de ser mãe, mas, ao mesmo tempo, se sentir a pior pessoa que existe. Queria ser bastante honesto sobre esse assunto.” A inspiração veio da própria Diablo Cody, mãe de três filhos e prestes a completar 40 anos. No filme, a personagem de Theron começa a rever a própria juventude ao contratar Tully (Mackenzie Davis), uma “babá noturna”. A jovem que se encarrega de cuidar do bebê e da casa enquanto a família dorme. De repente, a vida da mãe muda completamente. Ela volta a aproveitar a vida, a cuidar dos filhos mais velhos com mais energia e surpreende até o marido desleixado, interpretado por Ron Livingston.

Sérgio Guizé, Fabrício Boliveira e Débora Nascimento estão no elenco do drama “Além do homem”. O longa-metragem, que marca a estreia do diretor Willy Biondani, entra em cartaz hoje nos cinemas. De forma poética, a produção conta a história de Alberto Luppo (Sergio Guizé), um escritor brasileiro que odeia o seu país de origem e vive em Paris há anos. Ele jamais pensa em retornar, mas seu sogro o incumbe de descobrir o que aconteceu com um antropólogo francês que sumiu no Brasil. Boatos afirmam que ele foi devorado por canibais. Com todo seu mau humor, Alberto desbrava a mata brasileira em um calor escaldante atrás do mistério.

Outra produção nacional, que será exibida apenas no sábado no Cinépolis Iguatemi 2, é o longa “Ana e Vitória”, inspirado no duo Anavitória formado pelas cantoras Ana Caetano e Vitória Falcão. A produção é encenada pelas próprias cantoras e narra a trajetória da dupla, porém, numa versão mais ficcional, com misto de comédia, romance e musical. A direção é de Matheus Souza. De acordo com a sinopse oficial, Ana e Vitória se conhecem em uma festa e decidem cantar juntas. São descobertas por um empresário carioca e chegam ao estrelato, recebendo um disco de platina. Ana está em busca do amor de sua vida e Vitória em busca de um amor livre e sem amarras. Será que conseguirão viver um grande amor?

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Também estreia hoje em Sorocaba “Vidas à deriva”, do diretor islandês Baltasar Kormákur (“Dose dupla”). A aventura estrelada por Shailene Woodley e Sam Claflin, estrelas de “A culpa é das estrelas” e “Como eu era antes de você”, respectivamente. Baseado em eventos reais, a aventura acompanha Tami Oldham (Woodley) e Richard Sharp (Claflin) em viagem pelo Taiti, em uma pequena embarcação. Os dois, no entanto, são surpreendidos por um furacão, que acaba com a jovem lutando sozinha por sua vida e também pela sobrevivência de seu parceiro debilitado.

Cinematerna 

O longa nacional “Uma quase dupla” será exibido hoje, às 14h, dentro do projeto Cinematerna, na sala 2 do Cinépolis Iguatemi. O projeto mensal, que também é realizado em mais de 40 cidades brasileiras, conta com sessões preparadas para que mães e bebês sintam-se confortáveis durante a exibição do filme, como luz, som e ar condicionado mais suaves.

Sorocaba Shopping aposta em filmes de arte

Como opção aos blockbusteres comerciais como “Missão Impossível — Efeito Fallout”, exibidos nos multiplex de Sorocaba, o Cineplay, do Sorocaba Shopping, tem dedicado uma de suas oito salas para exibição exclusiva de filmes de arte ou autorais, como também são chamados os longas conceituais, de diferentes nacionalidades e, muitas vezes, independentes.

De acordo com o gerente Fábio Soares Miura, a iniciativa estreou há cerca de 45 dias e foi idealizada pelo proprietário dos cinemas, com intuito de preencher a lacuna deixada pelo Cine Villágio — que exibia filmes de arte até ser fechado no final de 2015 — e atender os cinéfilos da cidade que, desde então, tinham de se deslocar para São Paulo para conseguir assistir às novidades que passavam às margens do chamado cinema comercial. “O objetivo [das sessões de filme de arte] não é só financeiro. É de promover o acesso à cultura e trazer mais pessoas para o empreendimento”, diz.

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Desde o início de junho, a sala 7 do Cineplay tem conquistado vocação de exibir filmes que não encontram concorrência na cidade como “Lou”, cinebiografia da filósofa russa Lou Andreas Salomé; e os documentários “O renascimento do parto 2”, de Eduardo Chauvet; e “O processo”, de Maria Augusta Ramos. Nesta semana, como contraponto às explosões de “Missão Impossível”, a opção é a comédia romântica “Tully”, do diretor Jason Reitman (Juno), que excepcionalmente está sendo exibida na sala 8.

Atualmente, conforme o gerente, são oferecidas duas sessões por dia que recebem um público médio entre 15 a 20 pessoas. “Ainda tem pouco público, mas o mais importante é ter a opção. Conforme a plateia for crescendo a gente pode abrir mais sessões e até mais salas para filmes de arte”, afirma Miura, citando que sessões extras também podem ser criadas mediante agendamento prévio de grupos escolares e universitários. Além dessas sessões diárias, o Sorocaba Shopping negocia com exibidores a possiblidade de receber filmes premiados em festivais internacionais.

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