Buscar no Cruzeiro

Buscar

Companhia Artinerant’s traz ‘Cachimônia’ ao Sesc Sorocaba

10 de Janeiro de 2020 às 00:01

Apresentação, que será neste sábado (11) às 20h, conta a história de um casal que vive no campo. Crédito da foto: Paulo Barbuto / Divulgação

Risos e riscos resumem as peripécias de um casal no espetáculo “Cachimônia”, da companhia Artinerant’s, que será apresentado neste sábado (11), às 20h, no teatro do Sesc Sorocaba. A montagem mistura circo, música, humor, artes plásticas, num teatro físico que conta a história de um casal que vive no campo, em jornada de embriaguez dos sentidos.

O circo é utilizado para criar situações insólitas, que carregam truques, magia, acrobacia e equilibrismo. O nome “Cachimônia”, segundo a companhia, está ligado à “cachola”, popular referência para a cabeça, ou intelecto. Este é o terceiro espetáculo da trilogia da Cia. Artinerant’s, criado pela bailarina, trapezista e atriz Maíra Campos e o malabarista, palhaço e acrobata Daniel Pedro, que também são sócios do Circo Zanni, onde atuam como artistas titulares. Em janeiro de 2019, Maíra e Daniel Pedro realizaram residência artística no Circo Migra em La Paloma, Uruguai, locomovendo-se e morando em um motor home.

A viagem durou quase dois meses e ao longo dela foram realizadas apresentações de espetáculos na rua. A residência teve o objetivo de dividir a criação e direção do espetáculo “Cachimônia”, com Tato Villanueva -- ator, palhaço, professor e diretor argentino reconhecido por sua excelência na arte de atuar e ensinar a arte circense.

A narrativa revela que tudo pode ter sido um sonho; o circo é utilizado pra representar que, na medida em que a mente humana trabalha enquanto dormimos para lapidar sua perspicácia, agudez e sagacidade, administrando cada vez melhor as emoções, ela pode deixar desvelar situações insólitas, repletas de surpresas, truques, magia e ilusionismo.

A palavra “cachimônia”, assim como o espetáculo, afirma Daniel Pedro, tem duplo sentido: “pode significar a paciência e equilíbrio, no caso, a do casal ao enfrentar o cotidiano com seus altos e baixos ou a coragem deles em virar esse cotidiano de ponta cabeça com saltos acrobáticos e questionar: você tem a cachimônia (coragem) de dizer ou fazer isso?”

“Cachimônia” contou também com a direção de Lu Lopes, a palhaça Rubra. Ela dirigiu os dois primeiros espetáculos da trilogia: “Vizinhos” e “Balbúrdia”. O primeiro acompanha o cotidiano de um homem e de uma mulher que dividem um espaço em que os objetos domésticos se transformam e assumem funções diferenciadas, flertando com o surrealismo. O sofá se transforma em trampolim e o varal de roupas vira uma espécie de corda bamba.

Já “Balbúrdia”, o segundo espetáculo, discute por meio da arte circense as relações de um casal, que inventa e reinventa suas narrativas para explicar o seu convívio. Eles apresentam situações de ternura e tensão. A montagem interpreta as reações masculina e feminina diante dos acontecimentos com humor.

Os ingressos para “Cachimônia” -- que ainda estavam disponíveis até o fechamento desta edição -- custam R$ 30 (valor inteiro), R$ 15 (meia-entrada) e R$ 9 (credencial Sesc), e podem ser adquiridos na Central de Atendimento da unidade (rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade). A classificação etária é 12 anos. (Da Redação)