Canal 1
Em programas de entrevistas, a TV aberta perde de goleada
Flávio Ricco, com colaboração de José Carlos Nery
No passado, apenas Ferreira Netto e Alexandre Machado tinham programas de entrevistas e debates na televisão, um com o nome do seu apresentador e o outro sob o título “Vamos Sair da Crise”. Este último durou pouco. Mas, se entre as suas obrigações tivesse que justificar o título, estaria aí até hoje.
Num momento seguinte, após uma única edição do “Globo Gente”, Jô Soares estreou o “Jô Onze e Meia” no SBT, que virou “Programa do Jô” na Globo. Na cola dele vieram outros, “Agora é Tarde” (Band), “The Noite” (SBT) e o “Programa do Porchat” (Record). Só Danilo Gentili e Pedro Bial, que substituiu o Jô, permanecem até hoje.
Em compensação, na TV paga, juntos, GloboNews e CNN Brasil somam seis programas semanais de entrevistas, enquanto a novata Jovem Pan, do jeito dela, tem se dedicado também aos debates e conseguido bons resultados com eles.
Fica a pergunta: por que os canais abertos praticamente saíram desta briga, ainda mais em um momento em que discussões saudáveis poderiam contribuir na solução de tantos problemas?
Vale esclarecer
Quando aqui se fala em debate, se fala em discutir ideias, propostas e até projetos. O que veio a se definir como “debate político”, de uns tempos para cá, não passa de um encontro de candidatos, que muitas vezes driblam as perguntas que são feitas e nunca entram em enfrentamento com seu oponente. Sem graça.
Não altera o placar
Evidente que todas as TVs têm interesse em fazer um debate para chamar de seu, ainda mais agora diante de eleições para presidente e governadores. Mas todos sabemos que, especialmente no primeiro turno, nenhum deles terá interferência nenhuma no resultado. O Skank pode até servir de fundo musical.
Desapegue
O GNT exibe hoje (27), a partir das 21h45, mais um episódio do “Desapegue Se For Capaz”, produzido pela Formata, com apresentação de Sabrina Sato (foto), Micaela Góes e Gabriela de Matos. A ação se passa na casa das irmãs Helena e Ramira Gentile, com seus 31 chapéus, 132 taças e 145 pratos.
Voando baixo
Mariana Rios ainda está no Rio, quase no fim de um novo trabalho para o streaming. Tem ainda mais uma semana pela frente. E só deve chegar a São Paulo no outro sábado e, no mesmo dia, já seguir para Paraty e dar início aos trabalhos do “Ilha Record”.
Mãos abanando
Na Band, a questão do esporte está bastante difícil. Por causa de uma barbeiragem da CBF, até agora não começou o Brasileiro Sub-20. E ninguém sabe quando vai começar, se é que vai acontecer. A única perspectiva na área é renovar os direitos do alemão.
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