Cultura

Animação da Disney terá dois dias de exibição nas telonas

“Raya e o Último Dragão” foi produzido já durante a pandemia e é ambientado na Ásia
Animação da Disney terá dois dias de exibição nas telonas
Longa mostra a busca de Raya pelo último dragão existente na Terra. Crédito da foto: Divulgação

A única estreia da semana nos cinemas sorocabanos é a animação da Disney, Raya e o Último Dragão. O longa será lançado hoje, em um momento difícil para o setor cultural no Estado de São Paulo. Isso porque, com a regressão de todas as cidades do Estado para a fase vermelha do Plano São Paulo a partir de sábado (6), o público poderá conferir a estreia por apenas dois dias nas telonas.

Apesar de ficar por apenas dois dias em exibição antes dos cinemas pararem seu funcionamento, o filme também poderá ser conferido pela plataforma Disney+ por um custo adicional de R$ 69,90.

Após o sucesso de Moana: Um Mar de Aventuras, o diretor Don Hall volta com os diretores Carlos Lopez Estrada e Paul Briggs, trazendo algumas fórmulas do longa que conta a história da princesa polinésia. Dessa vez, descentralizando dos Estados Unidos e Europa, a animação conta a história da guerreira Raya na fictícia terra de Kumandra, com referências culturais do sudeste asiático.

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Em Raya e o Último Dragão, Kumandra é um reino habitado por uma vasta e antiga civilização conhecida por ter passado gerações venerado os dragões, seus poderes e sua sabedoria. Porém, com as criaturas desaparecidas, a terra é tomada por uma força obscura. Quando a guerreira Raya, convencida de que a espécie não foi extinta, decide sair em busca do último dragão, sua aventura pode mudar o curso de todo o mundo.

Produção a distância

A palavra de ordem no estúdio de animação Disney é colaboração. Artistas, produtores, diretores, técnicos precisam criar o mundo numa tela, de paisagens a um piscar de olhos de um personagem. Por isso, é fundamental a troca de ideias na hora do almoço e no café, ou ao topar com um colega no corredor. Todos são chamados a participar de reuniões e sessões dos filmes em diversos estágios de produção.

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Então ninguém sabia se fazer um filme com cada um em sua casa ia dar certo. Mas foi assim que a mais recente animação da companhia, Raya e o Último Dragão, foi realizada. “Em março do ano passado, bem quando íamos começar a realmente fazer o filme, fomos mandados para casa”, contou a produtora Osnat Shurer em entrevista ao Estadão, por videoconferência. O que era para durar algumas semanas acabou se tornando semipermanente.

Raya e o Último Dragão, dirigido por Don Hall e Carlos López Estrada, procurou a paisagem do Sudeste Asiático como cenário. A região, que abrange Vietnã, Laos, Camboja, Malásia e Indonésia, entre outros países, vira um fictício mundo antigo, Kumandra, onde seres humanos e dragões viviam em harmonia no passado. Mas a magia dos dragões foi perdida, e o território está fraturado entre várias nações hostis entre si. O pai de Raya, Benja (Daniel Dae Kim na voz original), é o líder de Coração – os territórios são divididos como partes do corpo de um dragão. Um dia, ele convida os chefes dos outros povos para uma reunião em seu palácio. Mas a falta de confiança é profunda. Não só não chegam a um acordo como na briga acabam liberando uma força negativa poderosa, que arrasa as nações, transformando as pessoas em pedra – inclusive Benja. Anos mais tarde, agora uma jovem, Raya (voz original de Kelly Marie Tran) está à procura de Sisu, o último dragão do título, capaz de reverter o feitiço. (Da Redação com Estadão Conteúdo)

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