Covid-19 Exterior

Rússia promete ‘centenas de milhares’ de vacinas até o final de 2020

Rússia é o quarto país no mundo mais afetado pela pandemia, atrás dos Estados Unidos, Brasil e Índia
Vacina entrará na fase final de ensaio clínico
Crédito da foto: Mladen Antonov / Arquivo AFP

 

A Rússia garantiu nesta segunda-feira (3) que em breve terá capacidade para produzir doses da vacina contra o novo coronavírus. “De acordo com as primeiras estimativas, poderemos fornecer várias centenas de milhares de doses da vacina a cada mês a partir deste ano. Depois vários milhões a partir do início do próximo ano”, disse o ministro do Comércio, Denis Maturov, à agência estatal TASS.

Maturov explicou que três empresas biomédicas iniciarão, em setembro, a produção industrial. O imunizante foi desenvolvido pelo laboratório de pesquisa em epidemiologia e microbiologia Nikolái Gamaleia.

A Rússia, como muitos outros países, trabalha há vários meses em vários projetos de vacinas da Covid-19. Por enquanto, foi dada prioridade ao laboratório Gamaleia, desenvolvido em colaboração com o Ministério da Defesa e cujos detalhes não foram publicados – o que pode impossibilitar a certificação da eficácia da vacina.

O Vektor State Research Center, na Sibéria, está trabalhando em outra vacina. As primeiras doses devem estar prontas a partir de outubro, segundo as autoridades.

A Rússia é o quarto país no mundo mais afetado pela pandemia, atrás dos Estados Unidos, Brasil e Índia. Desde abril manifesta sua disposição a ser um dos primeiros países a desenvolver a vacina contra a Covid-19.

Pesquisadores internacionais, no entanto, alertaram para o rápido desenvolvimento de vacinas na Rússia e consideraram que vários processos científicos não foram respeitados para acelerar o trabalho, realizado sob pressão de Moscou.

Rússia contatou Butantã

O Instituto Butantã foi procurado por autoridades da Rússia para negociar uma eventual parceria para produção da vacina contra o coronavírus, segundo disse o presidente do Instituto, Dimas Covas, no último dia 29. As negociações seguem em andamento.

Covas disse que a parceria não é descartada pelo Butantã, que já está associado ao laboratório da China Sinovac Biotech para o desenvolvimento da fase 3 de um imunizante chinês.

Para isso, entretanto, o instituto aguarda um novo contato dos russos, com respostas para algumas informações solicitadas. A informação foi dada durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, para tratar da situação da pandemia no Estado. (Estadão Conteúdo)

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