Covid-19 Exterior

Papa convoca oração universal e dará perdão extraordinário

O Vaticano também abriu a possibilidade de absolvição coletiva neste momento de grave necessidade
papa Francisco
O papa voltou a reiterar a necessidade de seguir as ordens das autoridades. Crédito da foto: Alberto Pizzoli/AFP

Com templos fechados no mundo todo, o papa Francisco convocou para quarta-feira (25) uma oração universal do pai-nosso, para a qual pediu apoio de todas as igrejas cristãs e confissões religiosas. Além disso, na sexta-feira, fará uma declaração universal em que destacará o perdão espiritual para as pessoas que combatem o coronavírus, para as que morreram em decorrência da doença e para as que rezam por todos.

“Na sexta, darei a Bênção Urbi et Orbi (à cidade de Roma e ao mundo, normalmente usada na Páscoa e no Natal), à qual será acompanhada a possibilidade de receber a indulgência plenária. Queremos responder à pandemia com a universalidade da oração, da compaixão, da ternura.

Permaneçamos unidos. Façamos com que as pessoas mais sozinhas e em maiores provações sintam a nossa proximidade”, afirmou Francisco neste domingo.

Um Decreto da Penitenciaria Apostólica do Vaticano concedeu na sexta-feira a possibilidade da chamada indulgência plenária aos doentes de coronavírus, aos que cuidam deles e a todos os fiéis do mundo que rezam por eles. Na Igreja Católica, essas indulgências se referem às penas temporais a serem pagas em caso de desobediência a Deus. Há variadas formas de receber a indulgência, que vão de uma récita de pai-nosso, credo e uma oração a Maria até a leitura de meia hora da ‘Bíblia’, por exemplo.

O Vaticano também abriu a possibilidade de absolvição coletiva neste momento de grave necessidade. No catolicismo, o perdão é dado por meio de uma confissão individual com o padre. Com as dificuldades trazidas pelo coronavírus que levam ao isolamento social, o fechamento de templos e impossibilidade de cerimônias coletivas – só no Brasil metade das dioceses fechou templos, incluindo anteontem a Arquidiocese de São Paulo -, caberá a cada bispo estabelecer essa necessidade.

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“Cabe a ele determinar, no território de sua circunscrição eclesiástica e em relação ao nível de contágio pandêmico, os casos de grave necessidade em que é permitido dar absolvição coletiva: por exemplo, na entrada das repartições hospitalares, onde se encontram internados os fiéis contagiados em perigo de morte, utilizando, na medida do possível e com as devidas precauções, os meios de amplificação da voz a fim de que a absolvição possa ser ouvida”, explica o texto oficial.

A Penitenciaria também pede para avaliar “a necessidade e a oportunidade de criar, onde for necessário, e de acordo com as autoridades de saúde, grupos de ‘capelães hospitalares extraordinários’, também de forma voluntária e conforme as regras de proteção contra o contágio, para garantir a necessária assistência espiritual aos doentes e agonizantes”.

O papa voltou a reiterar a necessidade de seguir as ordens das autoridades. “A nossa proximidade aos médicos, aos profissionais da saúde, enfermeiros e enfermeiras, voluntários… A nossa proximidade às autoridades que devem tomar medidas duras, mas para o nosso bem. Nossa proximidade aos policiais, aos soldados, que nas ruas procuram manter sempre a ordem, que se realizem as coisas que o governo pede para o bem de todos nós. Proximidade a todos.”

Na última quarta-feira, o papa Francisco solicitou apoio a uma oração universal, incluindo todas as religiões. “Convido todos os chefes das igrejas e os líderes de todas as Comunidades cristãs, junto a todos os cristãos das várias confissões, a invocar o Altíssimo, Deus Todo-Poderoso, recitando simultaneamente a oração que Jesus Nosso Senhor nos ensinou. Portanto, convido todos a recitar o pai-nosso ao meio-dia da próxima quarta-feira”, disse ele, voltando a abençoar ontem uma Praça de São Pedro vazia, sem fiéis, por causa do avanço da covid-19. (Com agências internacionais). (Estadão Conteúdo)

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