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Em nova fase de crescimento, Parque Tecnológico de Sorocaba realiza expansão para impulsionar ainda mais a inovação e a geração de negócios

15 de Agosto de 2026 às 09:05
Parque Tecnológico de Sorocaba
Parque Tecnológico de Sorocaba (Crédito: Divulgação)

O propósito do Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS) está representado, inclusive, em sua arquitetura. A forma arredondada de seu Edifício Núcleo faz referência à conexão. E essa palavra resume com precisão a proposta que norteia o trabalho do ecossistema: disseminar a cultura da inovação e do empreendedorismo a partir da integração entre a tríplice hélice (academia, indústria e poder público). Fundado em 2012, o PTS chega aos 14 anos de atividades, completados no dia 4 de junho de 2026, com expansões para fomentar ainda mais a inovação, geração de negócios, pesquisas e
desenvolvimento de soluções em diferentes áreas.

Além de transformar conhecimento em inovação, a instalação do PTS também teve como objetivos atrair empresas de base tecnológica, acelerar o desenvolvimento sustentável e impulsionar a economia de toda a Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) por meio da pesquisa e da alta tecnologia.

A trajetória para alcançar esses objetivos, que começou com um primeiro passo em 2012, se expandiu – e continua avançando. Ao longo do tempo, o Parque Tecnológico passou a abrigar dezenas de empresas, startups, laboratórios e universidades, além de iniciar diversos projetos pioneiros. Com área total de aproximadamente 1,8 milhão de metros quadrados, o PTS abriga, hoje, 55 empresas instaladas e mantém um
ecossistema com mais de 150 organizações parceiras. Além disso, apoia diretamente 55 startups em diferentes estágios de maturidade e atua em colaboração com 19 instituições de ensino e pesquisa.

A expansão do ecossistema também se traduz em avanços na pesquisa científica e no desenvolvimento de novas tecnologias. Nos últimos anos, empresas, instituições de pesquisa e laboratórios residentes no PTS protocolaram 70 pedidos de patentes junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

Depois de mais de uma década de atuação, o PTS entra em uma nova fase, marcada por ampliações e pela inauguração de novos ambientes de inovação. Mais do que obras estruturais, os investimentos representam a continuidade da construção do futuro. O principal investimento é na ampliação do Edifício Núcleo, com a construção de 4,5 mil m² adicionais.

Com 87% dos trabalhos já concluídos e expectativa de entrega ainda neste ano de 2026, 3,5 mil m² da nova área abrigarão mais empresas, espaços de exposição, além de laboratórios avançados voltados à nanotecnologia e à indústria 4.0. São eles: OpenLab, focado no desenvolvimento de soluções no contexto da indústria 4.0, laboratórios de simulação 3D e de controle orbital de nanosatélites e captura de dados aeroespaciais, e o Smart Park 4.0, que fará a gestão operacional inteligente e sustentável do ecossistema. A estrutura laboratorial ainda terá uma linha de produção, para possibilitar a realização de todas as etapas da criação de soluções internamente, do projeto à fabricação.

Haverá, também, um Centro de Exposição dos Produtores de 1 mil m², com inauguração prevista para o primeiro semestre de 2027. O espaço será voltado à exibição e venda de produtos regionais, eventos, feiras e capacitação técnica.

Hubiz Conexões e nova incubadora

O plano de ampliação estrutural também abrange a Hubiz Incubadora. Com mais de 410 startups aceleradas, outras 12 em pré-incubação e 27 programas desenvolvidos, a aceleradora ganhou, em maio, o Hubiz Conexões. Com 1.612 m², a estrutura foi projetada para ampliar as possibilidades de cooperação entre a tríplice hélice, estimulando, assim, a geração de negócios e a inovação.

Além disso, a incubadora passará a funcionar em uma sede própria de 230,5 m² ainda neste ano. As instalações contarão com centro de aceleração, salas de incubação privativas e arena de integração.

Pós-graduação

Como parte de sua atuação voltada à capacitação profissional e ao fortalecimento da economia local, o Parque Tecnológico também lançou, em abril, a pós-graduação em Data Science e Big Data Aplicados à Indústria. Estruturado em parceria com a UniSENAI-SP, o curso deve começar neste segundo semestre.

Segundo o presidente do PTS, Nelson Cancellara, todos esses investimentos ocorrem no momento em que o ecossistema soma mais uma conquista fundamental para o desenvolvimento de Sorocaba. Ele informa que, recentemente, o Parque conseguiu elevar a arrecadação com Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) de R$ 1,8 milhão para R$ 21 milhões.

“Nós conseguimos atrair empresas de tecnologia para a nossa cidade, com melhores salários, maiores faturamentos, gerando renda e arrecadação de impostos. Tivemos uma visão do que a cidade e a região precisavam e fomos buscar atender a essas demandas. Tudo isso se deve a esse movimento de desenvolvimento em que, hoje, o Parque Tecnológico está como um protagonista, principalmente na área de tecnologia 4.0 no Brasil. Atualmente, estamos entre os três melhores Parques do Brasil. E as nossas contribuições para esses avanços vão se intensificar a partir de todas as melhorias que estamos implementando”, destaca Cancellara.

Ainda de acordo com o presidente, a expansão em curso é apenas uma parte do amplo plano de novos investimentos no ecossistema. Para os próximos anos, o PTS alinha a instalação de uma instituição de ensino superior com cursos focados na formação de mestres e doutores, além de um centro de pesquisa.

Entre as iniciativas previstas esta também a montagem de um laboratório de desenvolvimento de soluções baseadas em Inteligência Artificial (IA) para a indústria. Outros projetos abrangem a reformulação do auditório central, tornando-o mais moderno e confortável, construção de um novo portal de entrada do Parque, assim como pavimentação de diversas ruas e adequação de infraestrutura para a instalação de empresas de tecnologia na área externa.

“Queremos criar um ambiente cada vez mais preparado para o desenvolvimento de novas tecnologias, a formação de profissionais qualificados e a geração de negócios. A nossa intenção é que o PTS esteja sempre à frente das transformações tecnológicas, criando as condições para que novas ideias se transformem em negócios, empregos e desenvolvimento para a cidade e para toda a região”, pontua Cancellara.

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