Saúde bucal
Reabilitação oral é essencial para o pleno desenvolvimento do potencial do ser humano
Você já parou para pensar na importância dos seus dentes? Parece muito óbvio que sem eles a vida fica mais difícil, mas nem sempre conseguimos estabelecer essa relação com o bom funcionamento do nosso corpo.
O dentista Plínio de Toledo Martins, especialista em próteses dentárias, implante e periodontia, atua na área de reabilitação oral. Com uma experiência de quase 30 anos no consultório está acostumado a ajudar os pacientes em diversas situações. “Teve o caso de uma paciente, que se transformou numa amiga”, conta ao lembrar do caso de uma mulher que teve uma fratura num dente que era o pilar de uma ponte fixa extensa. O agravante foi o prazo para o tratamento complexo: o incidente ocorreu três meses antes do casamento da filha dela. “Era preciso fazer um implante e ainda existia uma limitação óssea, então era preciso um enxerto de osso num curto espaço de tempo para realizar o trabalho”, explica. Mas esse foi mais um atendimento com final feliz pelas mãos do doutor Plínio.
O acesso mais fácil aos profissionais e aos tratamentos facilita que os pacientes encontrem os especialistas que precisam para ter a melhor solução possível. “Não existe um problema tão grande que não possa ser solucionado e um tão pequeno que não mereça atenção”, costuma dizer o profissional. E ele está certo. O que muita gente não percebe é que fingir que o problema não existe, não faz ele sumir. Um exemplo é parar de usar o fio dental por que a gengiva começa a sangrar. Esse é um indicativo de um problema que se não é tratado pode evoluir para uma situação mais grave, como o amolecimento, podendo até provocar até a perda do dente.
Expectativas
É comum o paciente ter algumas expectativas e anseios em relação ao tratamento. Sempre é recomendado uma conversa franca, além de uma análise aprofundada que vai apontar o que de fato ocorre na boca. “Quando a pessoa chega no consultório, ela vai me dizer o que precisa. Em seguida, passamos para um exame clínico e, se for necessário, solicito os exames complementares, para iniciarmos o planejamento”, explica o dentista.
Em alguns casos, o próprio paciente se surpreende ao tomar conhecimento do que provoca um problema. E além da falta de cuidado com a higiene bucal, até mesmo algumas condições de saúde, podem, por alguma razão, comprometer a saúde dos dentes. É preciso entender que a remoção de um dente não é o melhor indicativo de saúde. Para estar bem é preciso ir além da questão da ausência de doença e entender que é necessário atender as melhores condições de bem-estar físico e emocional.
Funções vitais
Os dentes, em perfeito estado, exercem funções vitais para o bom funcionamento do nosso corpo, colaborando para um sorriso harmônico. “É preciso ouvir”, ressalta o especialista que comenta que recebe pacientes desenganados que chegam ao consultório, muitas vezes, com uma ideia fixa de que vão precisar usar uma dentadura. O processo de confiança estabelecido entre o profissional e o paciente ajuda no acolhimento e na escolha do tratamento mais adequado.
O especialista explica que a reabilitação oral é uma atividade multidisciplinar, na verdade um conjunto de especialidades que incluem várias áreas como a Implantodontia, Prótese Dentária, Periodontia, entre tantas outras com o objetivo de recuperar a saúde de uma pessoa. Nesse caso, estamos falando de um conceito muito mais amplo e não apenas da ‘ausência de doença’. Essa definição foi atualizada há alguns anos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e traz a compreensão de que se trata de um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Apesar de ser possível ter algumas variações de pessoa para pessoa estamos falando, quando se trata da odontologia, de “contribuir para que o indivíduo possa se alimentar, falar e sorrir sem receio”, frisa o dentista.
Para que servem os dentes?
Mastigar, falar e sorrir são ações quase automáticas para algumas pessoas. Nem sempre refletimos. Mas pode ter certeza de que se trata de algo mais complexo do que parece. Nossos dentes atendem a algumas funções primordiais. “Todos somos diferentes, o que é bom para um pode não ser o ideal para o outro”, explica Plínio ao reforçar que todo atendimento precisa ser personalizado para atender da melhor maneira a situação de cada pessoa.
É preciso antes de mais nada saber que, segundo o especialista, os dentes devem triturar, ou seja, processar os alimentos adequadamente, contribuindo diretamente para o bom funcionamento do aparelho digestivo. Outra função é facilitar a fonética, pois os dentes participam da emissão de fonemas, facilitam a compreensão e a comunicação entre as pessoas. Além disso, existe a questão estética que os dentes cumprem em nosso rosto. “Hoje em dia é muito valorizada, mas refiro-me à estética no sentido de uma dentição completa e harmoniosa, não em um sorriso de modelo”, explica o profissional.
O importante é a pessoa jamais esquecer que qualquer condição odontológica que incomoda, limita ou impede de desenvolver o pleno potencial precisa ser corrigida. A melhor orientação é procurar um dentista de confiança e sempre fazer os retornos periódicos. (Denise Rocha)
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