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Vale aciona sirenes às 5h30 deste domingo e retira moradores de Brumadinho

Em comunicado, a Vale informou que foi detectado aumento dos níveis da água na região
Mortos chegam a 34 – Foto: AFP / Mauro Pimentel

Menos de 48 horas depois da tragédia na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte (MG), a companhia Vale voltou a acionar as sirenes de alerta. Elas foram acionadas por volta das 5h30 da manhã deste domingo (27). Os moradores que estavam na área foram retirados do local.

Em comunicado, a Vale informou que foi detectado aumento dos níveis da água na região. “A Vale informa que, por volta das 5h30 deste domingo, acionou as sirenes de alerta na região da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), ao detectar aumento dos níveis de água nos instrumentos que monitoram a barragem VI.”

De acordo com a empresa, a barragem faz parte do complexo de Brumadinho. As autoridades foram avisadas e os moradores retirados do local. “Como medida preventiva, a comunidade da região está sendo deslocada para os pontos de encontro determinados previamente pelo Plano de Emergência.” Segundo a empresa, o monitoramento será mantido. “A Vale continuará monitorando a situação, juntamente com a Defesa Civil. Novas informações a qualquer momento.”

 

Veja a nota na íntegra:

“A Vale informa que, por volta das 5h30 deste domingo, acionou as sirenes de alerta na região da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), ao detectar aumento dos níveis de água nos instrumentos que monitoram a barragem VI. Esta barragem faz parte do complexo de Brumadinho. As autoridades foram avisadas e, como medida preventiva, a comunidade da região está sendo deslocada para os pontos de encontro determinados previamente pelo Plano de Emergência. A Vale continuará monitorando a situação, juntamente com a Defesa Civil. Novas informações a qualquer momento.”

Buscas

Equipes de resgate do Corpo de Bombeiros retomaram neste domingo, 27, as buscas por vítimas do rompimento de uma barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. O desastre ocorreu na tarde de sexta, 25, e deixou dezenas de mortos e centenas de feridos, segundo balanços divulgados por autoridades. Ainda não há informações sobre as causas do acidente.

No sábado, 26, o presidente Jair Bolsonaro sobrevoou a região e se reuniu com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Bolsonaro afirmou que o governo de Israel ofereceu ajuda para auxiliar no resgate e localização das vítimas.

Em entrevista, Raquel Dodge disse que “certamente há culpado ou mais de um culpado” pela tragédia. A barragem da Vale era alvo de processo aberto no ano passado pelo Ministério Público mineiro para investigar as condições de segurança da estrutura. Em dezembro, o Conselho de Política Ambiental de Minas aprovou licença para que a Vale ampliasse a capacidade produtiva da Mina Jangada e do Córrego do Feijão, onde ocorreu o desastre.

No Planalto, o governo federal disse ter a intenção de mudar o protocolo de licenciamento das barragens brasileiras. Segundo o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, é “importante e urgente” que as estruturas que oferecem mais riscos sejam submetidas a novas vistorias.

Em Brumadinho, voluntários ajudam nas buscas aos desaparecidos; e empresas de telefonia deverão entregar às autoridades dados sobre os sinais de aparelhos de pessoas que estavam no local do desastre. (Agência Brasil e Agência Estado)

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