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Reclassificação do Plano São Paulo sai nesta sexta (15)

Medida foi antecipada em três semanas em razão da piora dos indicadores que mostram o avanço da Covid-19
Desde 8 de janeiro, quando foi anunciada a atual classificação, Sorocaba está na fase laranja do Plano São Paulo. Crédito da foto: Vinícius Fonseca (31/7/2020)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anuncia amanhã (15) a nova reclassificação extraordinária do Plano São Paulo, sobre as regras de quarentena para o Estado. Anteriormente prevista para acontecer daqui a três semanas, em 5 de fevereiro.

A classificação atual foi anunciada no último dia 8, em meio à piora dos indicadores epidemiológicos do avanço da Covid-19 no Estado e que regrediu a região de Sorocaba para a fase laranja.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Jean Carlo Gorinchteyn, o Estado vive avanço da doença semelhante ao registrado em agosto do último ano, durante pico de contágio e infecções. Na terça-feira (12), o Estado registrou variação semanal – comparativo dos últimos sete dias contra os sete anteriores – positiva de 62,5% em novos casos, de 40,2% em óbitos e 24,0% em internações.

O governo prevê iniciar a vacinação no dia 25 de janeiro, mas já afirmou poder antecipar a data se a vacina receber o aval antes disso. O Butantan diz já ter 10 milhões de doses em solo brasileiro, mas não informou quanto tempo levaria para distribui-las e organizar os serviços de saúde para aplicação do produto após a aprovação.

Para o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, os efeitos causados por uma eventual vacinação em massa a partir de janeiro não serão perceptíveis antes de abril. Jean Gorinchteyn, por sua vez, afirmou que, mesmo que o início da vacinação se confirme para janeiro, o País só deve observar uma redução expressiva na transmissão do coronavírus no final de 2021.

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Ele e Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, explicaram que o primeiro impacto da campanha de imunização será a diminuição de óbitos e internações hospitalares pelo coronavírus, o que deverá ocorrer a partir de abril. “Somente meses depois, com a vacinação de mais brasileiros além dos grupos prioritários, veremos o controle da pandemia”.

Gorinchteyn ressaltou que, embora a partir de abril já possamos ter uma redução na pressão sobre o sistema de saúde, as medidas individuais de proteção devem permanecer até a maioria da população estar vacinada, o que deverá ocorrer só no fim de 2021 ou início de 2022.

“Nós temos hoje, como medida cabal, impedir que as pessoas continuem morrendo, por isso a vacinação deve ser iniciada o mais rápido possível e, por outro lado, continuar com todos com as medidas preventivas, fazendo com que as regras e ritos sanitários sejam atendidos. Continuaremos seguindo todos esses rituais até o próximo ano”, afirmou.

Covas, por sua vez, explicou que essas projeções são feitas de acordo com fatores como as doses previstas para o País e a velocidade prevista da vacinação. “Essa estimativa é fruto de um estudo que nós já fizemos comparando a disponibilidade de doses para o Brasil, o ritmo da vacinação previsto em função dos dados que já foram apresentados pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações) e o impacto disso na população em risco”.

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Faltou detalhes

Na coletiva de imprensa de ontem, o governador João Doria afirmou que a Coronavac deverá ser disponibilizada para a população imediatamente após a aprovação de seu uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas não deu mais detalhes nem datas exatas.

“Todas as vacinas consideradas eficazes, de acordo com cientistas, são vacinas que atendem 50% ou mais de eficácia, portanto, a vacina do Butantan atende plenamente e, atendendo plenamente, deve ser colocada imediatamente após aprovação da Anvisa para a vacinação dos brasileiros”, afirmou Doria, que disse ainda esperar que a Anvisa “cumpra o seu dever cientifico e humanitário” e libere tanto a vacina do Butantan quanto a da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz. A eficácia da vacina do Butantan é de 50,38%.

A Anvisa realizará no próximo domingo (17), reunião da diretoria colegiada para decidir sobre os pedidos de uso emergencial de ambos os imunizantes.

O Butantan, porém, ainda não entregou toda a documentação necessária para análise da solicitação. Segundo painel da Anvisa, 5,47% dos documentos ainda não foram apresentados e outros 29,76% carecem de complementação. Outros 24,07% das informações estão em análise e 40,7% já tiveram a avaliação concluída. (Estadão Conteúdo e Redação)

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