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Queiroga defende máscaras para não parar a economia

17 de Março de 2021 às 00:01

Queiroga defende máscaras para não parar a economia Queiroga e Pazuello falam em continuidade da gestão. Crédito da foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O médico Marcelo Queiroga, escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) para assumir o Ministério da Saúde, defendeu a adoção de “medidas simples” no combate à pandemia de Covid-19, entre elas o uso de máscaras, para evitar o fechamento de atividades econômicas e o desemprego no País. Nas últimas semanas, Estados e municípios decretaram diferentes medidas de lockdown para conter o avanço da doença, atitude criticada pelo chefe do Planalto.

A declaração foi dada ao lado do atual titular da pasta, Eduardo Pazuello, após reunião no Ministério da Saúde. “(Quero) conclamar a população que utilize máscaras, são medidas simples de bloqueio ao vírus, que lave as mãos, use o álcool. Eu estou pedindo, todos vocês já sabem disso, mas só para reafirmar essa posição que são medidas simples, mas são importantes”, disse Queiroga.

A nomeação do novo ministro ainda não foi oficializada no Diário Oficial da União, o que deve acontecer na edição de hoje. “Podemos, com essas medidas, evitar ter que parar a economia de um país. É preciso unir os esforços de enfrentamento à pandemia com a preservação da atividade econômica para garantir emprego, renda e recurso para que as políticas públicas e saúde tenham concepção.”

Ele enalteceu o Sistema Único de Saúde (SUS) e falou sobre a importância do trabalho da imprensa. “A imprensa é uma grande aliada [no combate à Covid-19]. É através de vocês e da crítica de vocês que vamos conseguir melhorar nosso desempenho”.

Continuidade

Aposta pessoal de Bolsonaro, o cardiologista sinalizou já nas primeiras falas que não fará mudança brusca em ações do governo na pandemia. Queiroga assume o posto após Pazuello acumular desgastes, incluindo uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura omissão do governo federal no colapso na rede de saúde do Amazonas em janeiro. A troca de ministros ainda ocorre quando o governo tenta esfriar a ameaça de abertura de uma CPI no Congresso Nacional sobre a pandemia.

Apesar das críticas às ações do governo e o quadro da pandemia, Queiroga afirmou que não tem “avaliação” sobre a gestão Pazuello “O ministro Pazuello tem trabalhado arduamente para melhorar as condições sanitárias do Brasil. Eu fui convocado pelo presidente Bolsonaro para dar continuidade a este trabalho e conseguirmos vencer essa crise na saúde pública brasileira”, declarou.

O médico também disse que se baseará “na melhor evidência científica”. Bolsonaro, porém, fez na pandemia diversas afirmações distorcidas para questionar a eficácia de vacinas, máscaras, lockdown e outras medidas recomendadas para combater a pandemia.

Em outra declaração em sintonia com o Palácio do Planalto, Queiroga disse ser preciso atacar a pandemia, mas preservar a atividade econômica e pediu “união da nação”. “Para garantir emprego, renda e recursos”, afirmou.

Ao lado do médico, em declaração à imprensa no fim da tarde, Pazuello defendeu a sua gestão e disse que não há uma ‘transição‘ em curso. ‘Continua o governo Bolsonaro, continua o ministro da Saúde. Troca o nome de um oficial general que estava organizando a parte operacional, gestão, liderança, administração. Agora vai chegar um médico com toda a sua experiência na área de saúde para ir além‘, declarou Pazuello. O general e o novo ministro não responderam aos questionamentos dos jornalistas. (Estadão Conteúdo)