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Prefeitura de São Paulo adia Carnaval de 2021

A medida vale tanto para os desfiles das escolas de samba quanto para os blocos de rua
Carnaval de rua na capital paulista
Carnaval de rua em São Paulo em 2020. Crédito da foto: Edson Lopes Junior / Prefeitura de São Paulo

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou ontem o adiamento do Carnaval e o cancelamento de eventos tradicionais, como a Marcha para Jesus e a Parada LGBTQI+, por causa da pandemia do novo coronavírus.

A nova data para o Carnaval ainda não foi definida. O prefeito informou que os festejos só deverão ocorrer a partir de maio, evitando o mês de junho para não coincidir com as festas de São João, muito concorridas no nordeste do País. As datas mais prováveis para o Carnaval seriam o fim de maio ou o início de julho.

“Batemos o martelo e estamos adiando o Carnaval do ano que vem”, disse Covas, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. “Tanto as escolas de samba quanto os blocos carnavalescos entenderam a inviabilidade de realização do carnaval em fevereiro do ano que vem”, acrescentou o prefeito.

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O adiamento dos desfiles e demais festejos carnavalescos vale para a capital.

Segundo Covas, no ano passado, o carnaval atraiu 120 mil pessoas para o sambódromo paulistano, gerando R$ 227 milhões para a prefeitura. Já o Carnaval de rua juntou, durante três fins de semana, 15 milhões de pessoas, gerando R$ 2,75 bilhões.

Na semana passada, Covas já havia suspendido as celebrações do réveillon na Avenida Paulista, também por causa da doença. A Marcha havia sido adiada para novembro, mas segundo Covas os organizadores desistiram da ideia.

Covas fez o anúncio no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado, ao lado do governador João Doria (PSDB), enquanto os dois conduziam uma entrevista coletiva para dar informes sobre a situação da pandemia no Estado. A prova da Fórmula 1 na cidade teve o cancelamento, adiantado pelo Estadão, confirmado nesta sexta.

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‘Apesar de a cidade sempre estar evoluindo no Plano São Paulo, ainda estamos enfrentando a pandemia‘, disse Covas. ‘Tanto as escolas de samba quanto os blocos carnavalescos entenderam a inviabilidade da realização do carnaval em fevereiro‘, disse o prefeito.

O carnaval deste ano ocorreu às vésperas da chegada da pandemia na capital. Em 2020, segundo dados da Prefeitura, o público (flutuante) dos blocos de rua chegou a uma soma de 15 milhões de pessoas, isso sem contar os blocos pré e pós-carnaval.

Covas já havia se reunido com dirigentes das escolas de samba e com coordenadores dos principais blocos de rua da cidade nesta semana, quando a possibilidade de adiar a festa havia sido apresentada. A avaliação é que é praticamente impossível adotar protocolos de segurança para os foliões, o que não deixou outra alternativa senão postergar o evento até ser possível realizá-lo sem correr o risco de provocar nova onda de infecções. (Estadão Conteúdo)

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