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PDT aciona STF que dá 10 dias para Lira explicar ato em eleição

O novo presidente da Câmara decidiu não considerar a formação do bloco de dez partidos que apoiou Baleia
Para o PDT, Lira agiu em “flagrante abuso de autoridade”. Crédito da foto: Sérgio Lima / AFP

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 10 dias para a Câmara dos Deputados apresentar informações sobre o ato que anulou o registro do bloco de Baleia Rossi (MDB-SP), candidato derrotado pelo líder do Centrão, Arthur Lira (Progressistas-AL), na disputa pela Casa.

Toffoli também pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) a elaboração de um parecer sobre o caso. A ação partiu do PDT. Na última segunda-feira (1), o PT registrou o partido no bloco de Baleia depois do fim do prazo regimental, alegando problemas no sistema interno da Câmara.

Aliados do novo presidente afirmam que o MDB, que também integra o bloco de Baleia, teria cometido um segundo erro no sistema para formalizar o bloco.

O então presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aceitou as justificativas, o que provocou um embate com Lira. Minutos após vencer a eleição da Câmara e fazer um discurso de conciliação, Lira anulou o ato de seu antecessor, numa tentativa de esvaziar o poder do grupo de seu adversário.

O novo presidente da Câmara decidiu não considerar a formação do bloco de dez partidos que apoiou Baleia. Além de eleger o presidente, os deputados iriam definir a composição da chamada Mesa Diretora, grupo formado por outros seis parlamentares que participam das decisões de comando do Legislativo. (Estadão Conteúdo)

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MDB elege o ‘número 2’ do Senado

Em meio a uma disputa entre o grupo de aliados do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o MDB conseguiu emplacar o “número 2” da Casa. Com 40 votos, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) foi eleito vicepresidente da Mesa do Senado ontem (2). Ele derrotou o senador Lucas Barreto (PSD-AP), que recebeu 33 votos.

O interesse pelo cargo gerou uma divisão entre aliados do ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), padrinho de Pacheco no cargo. Inicialmente, Alcolumbre havia prometido a vaga para o PSD. Mais tarde, porém, ele fez um acordo com o MDB: ofereceu o cargo na Mesa para que o partido abandonasse a candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) à presidência do Senado e apoiasse o candidato do DEM.

O movimento irritou membros do PSD, para quem Davi Alcolumbre deu um “capote” na legenda. A disputa teve que ser decidida no voto. Após o resultado, Lucas Barreto abraçou Veneziano, em sinal de pacificação. Os demais cargos da Mesa foram definidos e eleitos por acordo. (Estadão Conteúdo)

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