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Partido de Bolsonaro está em processo de ruptura em São Paulo

De um lado, o senador eleito e atual presidente estadual Major Olímpio, do outro, a deputada federal eleita Joice Hasselmann
Major Olimpio desconhece se “alguém está fazendo missa de corpo presente”. Crédito da foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
“Muitas pessoas querem ver o Major fora da presidência por considerá-lo destemperado”. Crédito da foto: Arquivo pessoal/Facebook

 

Apesar do suceso nas urnas, com a eleição de dez deputados federais e outros 15 estaduais, o PSL de São Paulo está vivendo dias turbulentos e divisões internas. O partido está tencionado por duas figuras: o senador eleito e atual presidente estadual da sigla Major Olímpio e a deputada federal eleita Joice Hasselmann.

A deputada afirma ter sido procurada por um grupo de integrantes do PSL que estariam insatisfeitos com a condução de Major Olímpio à frente do partido. “Me procuraram para pedir ajuda. Muitas pessoas querem ver o Major fora da presidência por considerá-lo destemperado”, diz Joice. Além da “personalidade” do senador recém-eleito, o apoio do Major Olímpio ao candidato derrotado ao governo do Estado, Márcio França (PSB), estaria “pesando” contra ele. Na eleição para o governo do Estado, Joice apoiou o candidato vencedor, João Doria (PSDB).

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Joice e o grupo de descontentes do PSL já teriam, inclusive, escrito uma lista com possíveis substitutos ao atual presidente. Entre os nomes estariam o da própria Joice e o do irmão do presidente eleito, Renato Bolsonaro – exonerado da Assembleia Legislativa de São Paulo em 2016. Internamente, fala-se que a opção pelo irmão de Bolsonaro seria apenas para constranger e causar desconforto ao Major Olímpio.

Major Olímpio afirmou desconhecer se “alguém está fazendo missa de corpo presente”, mas destacou que a maioria dessas pessoas que reclamam da sua liderança no PSL “não sabe sequer onde fica a sede do partido”. Além disso, ele disse que o presidente do PSL, Luciano Bivar, pode tirá-lo a hora que quiser da presidência estadual – e que isso o desobrigaria das funções de organizar o partido localmente.

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Olímpio disse não acreditar no “dedo” do governador eleito, João Doria, na disputa interna do PSL. Ele também acredita que a deputada e desafeto, Joice Hasselmann, tenha pretensões de se tornar um nome para disputar a prefeitura de São Paulo. “Se isso acontecer, eu me mudo para Osasco”, diz. Olímpio aproveitou para adiantar que o nome que pretende apoiar para a disputa da Prefeitura é a da deputada estadual eleita, a jurista Janaína Pascoal. (Gilberto Amendola e Marcelo Godoi – Estadão Conteúdo)

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