#Eleições2018 Brasil

Partido de Bolsonaro está em processo de ruptura em São Paulo

De um lado, o senador eleito e atual presidente estadual Major Olímpio, do outro, a deputada federal eleita Joice Hasselmann
Major Olimpio desconhece se “alguém está fazendo missa de corpo presente”. Crédito da foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
“Muitas pessoas querem ver o Major fora da presidência por considerá-lo destemperado”. Crédito da foto: Arquivo pessoal/Facebook

 

Apesar do suceso nas urnas, com a eleição de dez deputados federais e outros 15 estaduais, o PSL de São Paulo está vivendo dias turbulentos e divisões internas. O partido está tencionado por duas figuras: o senador eleito e atual presidente estadual da sigla Major Olímpio e a deputada federal eleita Joice Hasselmann.

A deputada afirma ter sido procurada por um grupo de integrantes do PSL que estariam insatisfeitos com a condução de Major Olímpio à frente do partido. “Me procuraram para pedir ajuda. Muitas pessoas querem ver o Major fora da presidência por considerá-lo destemperado”, diz Joice. Além da “personalidade” do senador recém-eleito, o apoio do Major Olímpio ao candidato derrotado ao governo do Estado, Márcio França (PSB), estaria “pesando” contra ele. Na eleição para o governo do Estado, Joice apoiou o candidato vencedor, João Doria (PSDB).

Leia mais  Saúde monitora três casos suspeitos de coronavírus no estado de SP

Joice e o grupo de descontentes do PSL já teriam, inclusive, escrito uma lista com possíveis substitutos ao atual presidente. Entre os nomes estariam o da própria Joice e o do irmão do presidente eleito, Renato Bolsonaro – exonerado da Assembleia Legislativa de São Paulo em 2016. Internamente, fala-se que a opção pelo irmão de Bolsonaro seria apenas para constranger e causar desconforto ao Major Olímpio.

Major Olímpio afirmou desconhecer se “alguém está fazendo missa de corpo presente”, mas destacou que a maioria dessas pessoas que reclamam da sua liderança no PSL “não sabe sequer onde fica a sede do partido”. Além disso, ele disse que o presidente do PSL, Luciano Bivar, pode tirá-lo a hora que quiser da presidência estadual – e que isso o desobrigaria das funções de organizar o partido localmente.

Leia mais  Über apresenta proposta para operar ciclofaixas de lazer em São Paulo

Olímpio disse não acreditar no “dedo” do governador eleito, João Doria, na disputa interna do PSL. Ele também acredita que a deputada e desafeto, Joice Hasselmann, tenha pretensões de se tornar um nome para disputar a prefeitura de São Paulo. “Se isso acontecer, eu me mudo para Osasco”, diz. Olímpio aproveitou para adiantar que o nome que pretende apoiar para a disputa da Prefeitura é a da deputada estadual eleita, a jurista Janaína Pascoal. (Gilberto Amendola e Marcelo Godoi – Estadão Conteúdo)

Comentários