Brasil

Os seis homens do futuro ministro da Economia no governo de Bolsonaro

Cada um cuidará e defenderá um ponto da economia brasileira
Superministério da Economia. Crédito da foto: Fotomontagem

Seis homens vão enrijecer e blindar a economia brasileira a partir do ano que vem, assim que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, for diplomado e empossado. O superministério da Fazenda terá uma estrutura robusta formada pelo Ministério da Economia, Planejamento e Comércio Exterior comandado por Paulo Guedes. Serão seis muralhas de proteção erguidas entorno do superministério. Cada parte dessa estrutura será ocupada por economistas ou empresários, que têm, conforme divulga em seu blog no G1, a jornalista Julia Duailibi, viés ortodoxo e ligados ao Instituto Millenium, formado por defensores do liberalismo econômico. Os vigilantes dessas muralhas seriam espécies de “vice-ministros”, conforme definição ouvida pelo blog de um integrante da futura equipe econômica.

Chamadas de secretarias-gerais ou especiais, estas pastas serão compostas pela Secretaria Especial de Privatização; Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade; Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital; Secretaria Especial da Fazenda; Secretaria Especial da Receita e da Previdência; e Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais.

Cada uma cuidará e defenderá um ponto da economia brasileira. Na tarde desta sexta-feira (23), foi definido o nome do empresário Salim Mattar, que é sócio da Localiza (aluguel de automóveis), para assumir a Secretaria Especial de Privatização, que vai cuidar dos ativos do governo, um dos pilares da proposta econômica do ministro Paulo Guedes. Pelo nome, é possível compreender que, entre os vários ativos do governo, pretende-se discutir a privatização, por exemplo, da Petrobras e do setor de refino.

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Na Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade, está sendo cotado o nome do ex-diretor do BNDES e integrante da equipe de transição, Carlos da Costa. Esta pasta vai atuar no ambiente de negócios mais simples para os empresários e lidar, ainda, com a questão dos incentivos fiscais. Inmetro e Inpi estarão na esteira dessa secretaria.

O advogado que ocupou a Secretaria de Gestão durante o governo de João Doria (PSDB) na Prefeitura de São Paulo e que foi um dos diretores do Lide, Paulo Uebel, é o nome mais provável para comandar a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital. Já o atual secretário do Tesouro e um dos integrantes do segundo escalão do governo Temer que vão permanecer, Mansueto Almeida, vai comandar a Secretaria Especial da Fazenda que terá responsabilidade sobre as áreas de política monetária, orçamento e tesouro, entre outras.

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A defesa inconteste pelo imposto único, uma das bandeiras do então deputado federal por São Paulo, Marcos Cintra, entre 1999 e 2003, deve ficar com a Secretaria Especial da Receita e da Previdência. Ele é ligado ao Instituto Millenium. Essa muralha será responsável por analisar a proposta de reforma no sistema de aposentadorias, que o futuro governo pretende votar no ano que vem. Entre as ideias defendidas por Paulo Guedes, está a do regime de capitalização, em substituição ao atual regime de repartição e por meio do qual cada contribuinte poupa para a sua própria aposentadoria.

O diplomata e economista Marcos Troyjo, também ligado ao Millenium, deve abraçar a Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, que cuidará de toda a área de comércio exterior e de relações externas, mantendo a conexão com o Itamaraty.

Estes portanto deverão responder ao ministro da Economia, Paulo Guedes. (Da Redação, com informações baseadas no blog da jornalista Julia Duailibi / G1)

Conheça na galeria os nomes indicados e as suas respectivas secretarias:

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