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Inep defende que provas Enem continuem em 17 e 24 de janeiro

Estudantes que estiverem contaminados com a Covid-19 poderão realizar o exame em fevereiro
Inep diz que medidas de prevenção durante o exame serão rígidas. Crédito da foto: Arquivo Mec

Após um pedido da Defensoria Pública da União e do Ministério Público Federal (MPF) à Justiça Federal de São Paulo nesta sexta-feira, 8, pelo adiamento do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em função do avanço da pandemia, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) defendeu a manutenção do calendário atual. Mais de 5,7 milhões de candidatos se preparam para as provas marcadas para os dias 17 e 24 de janeiro.

Para o órgão responsável pela organização da prova, “a realização do exame na data marcada é perfeitamente possível e segura para todos os envolvidos, não havendo riscos de ordem sanitária”. De acordo com o órgão, houve “um esforço institucional redobrado na adoção e implementação efetiva de todas as medidas de segurança previstas na legislação quanto à prevenção e combate da Covid-19”.

Além de reforçar as medidas de segurança, o instituto diz que estudantes que estiverem contaminados com a Covid-19 poderão realizar o exame em fevereiro. O posicionamento foi apresentado também nesta sexta-feira por meio da AGU (Advocacia-Geral da União) à Justiça Federal.

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Por outro lado, no entendimento da Defensoria Pública da União e do Ministério Público Federal (MPF), “não há maneira segura para a realização de um exame com quase seis milhões de estudantes neste momento, durante o novo pico de casos da Covid-19”. O documento, que pede tutela de urgência para o adiamento das provas, foi encaminhado à 12.ª Vara Cível da Subseção Judiciária de São Paulo.

Segundo defensor João Paulo Dorini, o processo sobre o Enem corre desde abril. Inicialmente marcada para novembro de 2020, a prova já foi adiada uma vez. (Estadão Conteúdo)

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