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Governo de SP subsidiará compra de computador para professores

A secretarial estadual da Educação lançou, nesta sexta-feira (25), o programa Professor Conectado
Supercomputador virtual pesquisa tratamentos
Os professores podem escolher computadores de até R$ 2 mil. Crédito da foto: Pxhere

Atualizada às 14h30

O Governo do Estado de São Paulo lançou, nesta sexta-feira (25), o programa Professor Conectado. A iniciativa vai subsidiar a compra de computadores para professores e coordenadores da rede estadual de educação. O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira (25), durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista.

Segundo o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, 161 mil docentes serão beneficiados, nos próximos dois anos. O governo vai disponibilizar até R$ 2 mil para que eles possam adquirir novos equipamentos.

Ainda conforme o secretário, o edital e a resolução da secretaria da Educação com as regras para participação no programa serão publicados em outubro. Os professores poderão se inscrever a partir de novembro.

A pasta definirá requisitos quanto ao modelo do computador a ser adquirido. Ao escolher a ferramenta, os contemplados no programa deverão seguir esses critérios. Após a definição, o governo creditará, nas contas bancárias dos selecionados, o valor para a compra. Caso o profissional opte por um produto com valor acima de R$ 2 mil, ele deverá custear a diferença.

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Anteriormente, o Estado amparava os professores somente com o financiamento dos juros dos equipamentos. Porém, agora, o subsídio será integral, informou Soares. O investimento total será de R$ 322 milhões.

Além do auxílio financeiro, o governo firmará parcerias com lojas do ramo, no intuito de oferecer créditos e condições especiais para a compra dos equipamentos. As vantagens englobarão, por exemplo, descontos nos valores praticados no mercado, afirmou Soares.

Por meio do programa, os participantes também poderão realizar cursos de formação específica sobre a aplicação dos recursos tecnológicos na área educacional.

De acordo com o secretário, a iniciativa visa fomentar a introdução e a ampliação do uso da tecnologia nas escolas. Este é, inclusive, um dos objetivos contidos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O documento normativo prevê, entre outros componentes, a instauração da cultura digital nas instituições de ensino, destacou ele. “É necessário que a educação invista em tecnologia e diminua as desigualdades”, completou.

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Já o governador do Estado, João Doria (PSDB), considera que, com o avanço tecnológico, o computador se tornou indispensável no âmbito educacional. “Computadores são ferramentas essenciais no processo de aprendizagem moderno”, pontuou.

Bonificação

O governo também anunciou o pagamento de bonificações de até R$ 2 mil para 166 mil servidores, de 4.666 escolas públicas de São Paulo. O valor foi destinado a profissionais atuantes em instituições que atingiram as metas de desempenho no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) de 2019. A quantia paga totalizou R$ 352 milhões.

Plano São Paulo

Como previsto, não houve nenhuma alteração no Plano São Paulo, nesta sexta-feira (25). Todo o Estado permanece na fase 3 (amarela). Em 11 de setembro, o governo anunciou que as reclassificações de fases passariam a ser mensais, e não mais quinzenais. Com isso, a nova atualização ocorrerá no dia 9 de outubro.

Nesse período, todas as regiões continuam estáveis na fase amarela. Contudo, diante do aumento significativo do número de mortes e internações pela doença, a cidade pode, automaticamente, ser rebaixada para a fase 1 (vermelha), a mais restritiva.

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Nesta semana, os índices relativos à pandemia de Covid-19 apresentaram “queda expressiva”, segundo o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn. O percentual de óbitos pela doença caiu 14%. Já o número de novos casos registrou declínio de 2%. As internações pelo novo coronavírus tiveram redução de 12%.

A taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) é de 46,3% no estado e de 45,3% na Grande São Paulo. São as mais baixas desde o início da pandemia. (Vinicius Camargo) 

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