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Flordelis diz não ter mandado matar o marido

Flordelis diz não ter mandado matar o marido
Deputada chorou durante discurso que durou cerca de 10 minutos. Crédito da foto: Arquivo

Assassinato de reputação foi como a deputada Flordelis (PSD-RJ) resumiu os últimos acontecimentos de sua vida em um depoimento dado ao Conselho de Ética da Câmara, ontem. 16. A fala, por videoconferência, fez parte da defesa da parlamentar no processo que pode levar à cassação de seu mandato. Em um discurso de 10 minutos, ela disse, chorando, ser inocente e não ter mandado matar o marido, o pastor Anderson do Carmo.

“Eu não mandei matar meu marido, eu não participei de nenhum ato de conspiração contra a vida do homem que foi meu companheiro por muitos anos, mais de 20 anos”, disse Flordelis. Ela é acusada de ser a mandante do homicídio de seu marido, morto em 16 de junho de 2019 na porta de casa, em Niterói (Região Metropolitana do Rio). O casal que ganhou notoriedade por ter criado 55 filhos, a maioria adotivos.

O Ministério Público do Rio de Janeiro considerou ter “sólidos e veementes elementos” de prova e pediu, no início do mês, que cinco pessoas sejam julgadas por homicídio triplamente qualificado: Flordelis, sua filha Simone dos Santos Rodrigues, sua filha afetiva Marzy Teixeira da Silva, sua neta Rayane dos Santos Oliveira e seu filho afetivo e ex-genro André Luiz de Oliveira.

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No começo do ano, uma das filhas da deputada confessou ter pagado R$ 5 mil para o assassinato de Anderson. Simoni dos Santos Rodrigues disse que a quantia foi entregue à sua irmã Marzy Teixeira. A motivação do crime seriam assédios sexuais cometidos pelo pastor.

Desde outubro do ano passado, a deputada é obrigada a usar uma tornozeleira eletrônica. Ela tem imunidade parlamentar e só poderia ser presa em flagrante. Flordelis segue também atuando normalmente como deputada. (Camila Turtelli – Estadão Conteúdo)

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