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Empregados da Petrobras filiados à FUP paralisam atividades

Paralisação, com prazo até a sexta-feira (29), atinge unidades produtivas da empresa
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Petrobras informou que ainda não concluiu uma análise sobre os efeitos da paralisação. Crédito da foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Empregados da Petrobras filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne 13 sindicatos, entraram em greve nesta segunda-feira (25). Os filiados estão nos estados do Amazonas, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Bahia, Espirito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A paralisação, com prazo até a sexta-feira (29), atinge unidades produtivas da empresa, como as da Bacia de Campos e refinarias, entre elas a Replan, em Paulínia, São Paulo, e a Reduc, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

“Várias unidades nossas fizeram cortes de rendição, muitas estão fazendo atrasos. A mobilização está ocorrendo basicamente em todos os sindicatos filiados a FUP. Temos 13 filiados à nossa federação, e em todos fizemos atrasos e corte de rendição”, informou o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel.

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Apesar da paralisação, o abastecimento está garantido em cumprimento à legislação. Segundo Rangel, ainda não há impacto na produção, porque o processo de atraso nas operações das unidades é feito gradualmente por causa da temperatura e da segurança dos equipamentos.

“O impacto não é imediato. Com petróleo não acontece assim. Para parar uma refinaria, é um processo. Não se consegue parar com segurança de um dia para a noite. O mesmo vale para as unidades de produção. O processo não é tão complicado, mas também requer algum tempo. Nós estamos lidando com temperatura elevada, pressão elevada. Tem diversas variáveis que temos que levar em consideração”, explicou.

O coordenador disse que não é possível avaliar quantos trabalhadores aderiram à paralisação. “A gente nunca tem esse percentual. Tem uma adesão do pessoal de turno. Do pessoal do administrativo já não é tão forte. Prefiro dizer que os 13 sindicatos filiados à FUP estão em mobilização de recuperação do efetivo e pela empregabilidade.

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Rangel acrescentou que não há perspectiva de ter algum encontro da FUP com a diretoria da Petrobras para uma possível negociação.

FNP

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) não participa da paralisação iniciada hoje (25). Segundo o secretário de Comunicação da entidade e presidente do Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos e região, Rafael Prado, a paralisação não foi articulada entre a FUP e a FNP. Para o sindicalista, a definição de uma greve, agora, precisa de uma mobilização nacional e o melhor momento para isso foi em outubro, durante as discussões do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria.

“A gente entende que, após o fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho, é hora de reunificar a categoria para que a gente construa uma verdadeira e necessária greve petroleira contra a privatização do sistema Petrobras”, disse.

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Petrobras

A Petrobras informou que ainda não concluiu uma análise sobre os efeitos da paralisação. “A Companhia está avaliando os possíveis impactos do movimento”, informou.

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