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Diplomação de eleitos em São Paulo é marcada por confusão

18 de Dezembro de 2018 às 14:20

O governador eleito por São Paulo João Doria (PSDB) durante a cerimônia de diplomação realizada pelo Tribunal Regional Eleitora. Crédito da foto: Jales Valquer / Framephoto / Estadão Conteúdo

A diplomação de políticos eleitos em São Paulo se transformou em confusão nesta terça-feira (18), na Sala São Paulo, onde a cerimônia é realizada. No momento em que a deputada estadual eleita Mônica Seixas (PSOL) foi chamada para receber o diploma, um grupo do coletivo Bancada Ativista invadiu o palco e tentou acompanhar a parlamentar no recebimento.

O grupo tem a tese de mandatos coletivos, defendendo que a cadeira conquistada pertence a um grupo e não a uma pessoa. O ativista Jesus dos Santos insistiu em ficar no palco e discutiu com parlamentares e seguranças. O deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL) chegou a empurrar Santos em meio à confusão.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, desembargador Carlos Eduardo Cauduro Padin, pediu que Santos fosse retirado do local, mas voltou atrás após o ativista concordar em ficar na plateia. "Temos que administrar as divergências, as pessoas têm que obedecer as leis, a ordem e as autoridades", disse o desembargador.

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Plateia

Durante a cerimônia, houve também uma "disputa de torcida" entre simpatizantes do PT e apoiadores do PSL, partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Quando os deputados estaduais do PT foram chamados para receber seus diplomas, houve vaias.

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Alguns parlamentares gritaram "Lula, livre" ao passar pelo palco da Sala São Paulo, o que provocou aplausos de um lado e vaias de outro. Os ânimos se exaltaram também, com vaias e aplausos, no momento de diplomação do deputado federal Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do presidente da República eleito, Jair Bolsonaro. (Daniel Weterman, André Ítalo Rocha e Adriana Ferraz - Estadão Conteúdo)