Brasil Eleições 2020

Curitiba, Florianópolis, BH e Salvador elegem prefeitos em primeiro turno

Em outras capitais a divulgação dos resultados está prejudicada por um problema no sistema de dados do TSE
Rafael Greca (DEM) foi reeleito no primeiro turno em Curitiba. Crédito da foto: Divulgação

Com 95,12% das seções apuradas, o candidato do DEM à prefeitura de Curitiba, Rafael Greca, foi matematicamente reeleito no primeiro turno, com 59,77% dos votos. Em segundo lugar ficou o candidato Goura (PDT), com 13,26%. Fernando Francischini, do PSL, ficou em terceiro lugar, com 6,26%.; Dr. João Guilherme (Novo) tinha 4,81% e a candidata Christiane Yared (PL), 3,93%.

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Em Florianópolis, com 100% das seções apuradas, o candidato do DEM, Gean Loureiro, foi reeleito prefeito em primeiro turno, com 53,46% dos votos. Em segundo lugar, ficou o candidato Professor Elson (PSOL), com 18,13%, seguido de Pedrão (PL), com 14,21%. Angela Amin (PP) teve 7,42% dos votos e Alexander Brasil (PRTB), 2,96%. Orlando (Novo) terminou a disputa em sexto lugar, com 2,63%. Atrás dele ficaram Dr. Ricardo (Solidariedade), com 0,51%, Helio Bairros (Patriota), com 0,48%, Gabriela Santetti (PSTU), com 0,16%, e Jair Fernandes (PCO), com 0,04%.

Com 99,76% das seções apuradas, o candidato do PSD à prefeitura de Belo Horizonte (MG), Alexandre Kalil, foi reeleito no primeiro turno com 63,36% dos votos até o momento. Em segundo lugar, ficou o candidato do PRTB, Bruno Engler, com 9,95% dos votos. O candidato do Cidadania, João Vitor Xavier, em terceiro lugar, tem 9,22% dos votos válidos. Em seguida, estão a candidata pelo PSOL, Áurea Carolina, com 8,33%, e o candidato do Novo, Rodrigo Paiva, com 3,64%.

Na capital baiana, Salvador, com 70,03% das urnas apuradas, o candidato do DEM à prefeitura de Salvador/BA, Bruno Reis, foi eleito no primeiro turno, conforme indicavam as projeções, com 63,61% dos votos válidos. Em segundo lugar, ficou a candidata do PT, Major Denice, com 18,82%. Os percentuais ainda podem sofrer alterações, em função do restante das seções a serrem contabilizadas, mas não há possibilidade de modificação do resultado de vitória para o democrata.

Em Palmas, capital do Tocantins e a única que não tem segundo turno por ter um número abaixo do mínimo de eleitores, a candidata Cinthia Ribeiro (PSDB) reelegeu-se à prefeitura da capital do Tocantins neste domingo, 15. Com 98,73%% dos votos apurados, a tucana obteve 36,22% dos votos válidos.  Em segundo lugar ficou o deputado estadual Professor Júnior Geo (PROS), com 14,59%, seguido pelo deputado federal Eli Borges (SD), com 12,90%, Tiago Amastha Andrino (PSD), com 12,33% %, e Vanda Monteiro (PSL), com 8,67%, dos votos.

Completam a ordem: Barison (Republicanos), com 6,02%; Marcelo Lelis (PV), com 3,35%; Vilela do PT (PT), com 2,68%; Alan Barbiero (Podemos), com 1,59%; Professor Bazzoli (PSOL), com 0,84%; Max Dornellys (PTC), com 0,49%; e Dr Joaquim Rocha (PMB), com 0,32%. Brancos totalizaram 2,56% e nulos, 5,33%. (Estadão Conteúdo)

2º turno

A maioria das capitais terá disputa de segundo turno daqui a duas semanas. Em Porto Alegre, a rodada decisiva se dará entre Sebastião Melo (MDB) e Manuela D’Ávila (PCdoB). Com pouco mais da metade das urnas apuradas, os dois estavam bem próximos: ele com 30,7% e ela com 29,6%.

Melo ganhou impulso no dia da votação. A pesquisa Ibope divulgada na véspera indicava que Manuela tinha 15 pontos porcentuais de vantagem sobre o emedebista: 40% a 25%.

Eleito prefeito de Belém pelo PT em 1996, Edmilson Rodrigues, agora no PSOL, foi o mais votado na cidade ontem. Mas não conseguiu votos suficientes para vencer no primeiro turno. Ele disputará a segunda rodada com o bolsonarista Delegado Federal Eguchi, do partido Patriota. Na última pesquisa Ibope antes da eleição, Eguchi estava empatado tecnicamente com o emedebista José Priante.

Em Rio Branco, uma decisão em primeiro turno não estava descartada, mas é mais provável que o novo prefeito seja conhecido somente no dia 29 de novembro. Com 6,51% das urnas apuradas, o candidato Tião Bocalom (PP) acumulava 47,87% dos votos. A segunda colocada, Socorro Neri (PSB), candidata à reeleição, tinha 25,01%.

Se os resultados nas urnas repetirem os da última pesquisa Ibope, o candidato Minoru Kinpara (PSDB) pode ainda estar no páreo. Embora ele tivesse somente 14,72% dos votos no momento do fechamento da reportagem, a pesquisa mais recente o colocava empatado com Socorro em segundo lugar, cada um com 24%.

Em Manaus, o segundo turno deve opor Amazonino Mendes (Podemos) e David Almeida (Avante). Com 60,99% dos votos computados, eles tinham, respectivamente, 24,16% e 21,97% da preferência do eleitorado. Os resultados ratificam resultado da última pesquisa Ibope, que mostrava Mendes com 26% e Almeida com 20%. Caso eleito, Mendes comandará a capital amazonense pela quarta vez.

Em Porto Velho, dois candidatos brigavam pela segunda vaga na próxima etapa do pleito. Com 74,94% das urnas apuradas, o atual prefeito, Hildon Chaves (PSDB), já aparecia como garantido no segundo turno, com 34,01% dos votos, mas Cristiane Lopes (PP) e Vinicius Miguel (Cidadania) travavam disputa acirrada pela segunda colocação, com 14,29% e 13,46%, respectivamente. Na última pesquisa Ibope, Chaves aparecia na liderança, com cinco candidatos embolados na segunda colocação.

Em Roraima, a situação ainda era de indefinição por causa do baixo índice de apuração dos votos. Com 3,50% dos votos computados, Arthur Henrique (MDB) tinha 49,62%.

Em Recife, Marilia Arraes (PT) aparecia com menos de 1% à frente do primo, o deputado federal João Campos (PSB). Eles receberam 28,62% e 28,14% dos votos válidos, respectivamente, mostrando uma queda de João Campos na reta final. Ele aparecia com 39% dos votos na pesquisa Ibope da véspera das eleições.

Candidato do atual prefeito, Sarto Nogueira (PDT) confirmou o favoritismo com 35,80% dos votos válidos em Fortaleza. Ele foi acompanhado de perto pelo direitista Capitão Wagner (PROS), com 33,08%. O capitão chegou a receber apoio público do presidente Jair Bolsonaro e do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Na capital maranhense, o deputado federal Eduardo Braide (PODE) confirmou o favoritismo e ficou em primeiro, com 38,22% dos votos válidos. Braide iam para o segundo turno os candidatos Eduardo Braide (PODE), com 38,22%, e Duarte Júnior, com 21,68%. Duarte está com covid-19 e por isso não foi votar.

No Rio de Janeiro, a tendência era de segundo turno entre Eduardo Paes (DEM) e o atual prefeito da cidade, Marcelo Crivella (Republicanos). Paes apareceu na frente em todas as pesquisas do Ibope e confirmou o favoritismo na disputa – com 30,11% das urnas apuradas, tinha 37,39% dos votos válidos. Já o bispo licenciado da Igreja Universal alcançava 20,98% da preferência do eleitorado, superando duas ameaças em potencial na reta final de campanha, a deputada estadual Martha Rocha (PDT) e a deputada federal Benedita da Silva (PT). A pesquisa mais recente indicou empate técnico entre os três candidatos.

Em Goiânia, a disputa do segundo turno se dará entre Maguito Vilela (MDB), com 35,59% dos votos válidos, e Vanderlan Cardoso (PSD), com 24,90%. Até as 22h, 70,64% das urnas da capital de Goiás tinham sido apuradas. O primeiro colocado está internado no Hospital Albert Einstein para tratamento da covid-19.

Na capital do Mato Grosso, Cuiabá, a diferença de votos entre o primeiro e o segundo lugar era pequena até as 22h, com 40,76% das urnas apuradas. O vereador Abilio (Podemos) tinha 34,04% dos votos; o atual prefeito, Emanuel Pinheiro (MDB), 30,81%. A margem entre os dois era de pouco mais de 3 mil votos.

Em Macapá as eleições foram adiadas por causa do apagão que atinge o Estado desde o dia 3 de novembro. (Estadão Conteúdo)

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