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Cavalaria da PM comemora 128 anos em São Paulo

Em Sorocaba, a PM mantém um dos 17 destacamentos da cavalaria no Estado
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Destacamento da cavalaria em Sorocaba é um dos 17 em todo o Estado. Crédito da foto: Emidio Marques / Arquivo JCS (4/10/2019)

O Regimento de Polícia Montada “9 de Julho” comemora 128 anos de prestação de serviço à segurança pública do Estado de São Paulo neste domingo (11). A corporação, fundada em 1892, recebeu o nome em homenagem aos paulistas que lutaram na Revolução Constitucionalista de 1932. Em Sorocaba, a PM mantém um dos 17 destacamentos da cavalaria no Estado.

Atualmente sob comando do Tenente Coronel PM Reges Meira Peres, a unidade integra o Comando de Policiamento de Choque e conta com 490 policiais militares, 511 cavalos e 29 veículos entre caminhões e viaturas, para zelar pela proteção e segurança da população.

O Regimento atua na preservação e manutenção da ordem pública em todo o território estadual, em operações especiais rurais e urbanas, controle de tumultos e, principalmente, no policiamento preventivo com foco nos crimes de tráfico de drogas.

“Nesta data, comemorativa de aniversário, exalto mais uma vez a importância do policiamento montado no cenário da segurança pública. No corrente ano, realizamos 5.236 abordagens a pessoas, atendemos 105 ocorrências policiais, tiramos das ruas 81 pessoas presas em flagrante delito, 09 adolescentes apreendidos por ato infracional, 12 procurados da justiça, 12 armas de fogo e 10 kg de substância entorpecente” destaca o Ten Cel PM Reges, durante a solenidade em comemoração ao aniversário do Regimento.

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Além da sede localizada no bairro da Luz, região central da Capital, existem outros 16 destacamentos de cavalaria nas cidades de Avaré, Bauru, Campinas, Taubaté, Itapetininga, Marília, Sorocaba, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, São Bernardo do Campo, Mauá, Barretos, São José do Rio Preto, Santos e na Academia do Barro Branco e Parque da Água Branca.

A Cavalaria da PM também participa de missões especiais e de representatividade por meio da Escolta de Honra – em solenidades da Instituição –, efetivos de Lanceiros, Banda de Clarins, Escola de Volteio e do “Carroussel”, além do Programa Social de Equoterapia – oferecido voluntariamente às pessoas com deficiência física ou intelectual.

Atualmente composta por 511 cavalos que auxiliam os policiais militares nas atividades de policiamento e solenidades. Para atuar na cavalaria é preciso que o animal tenha de 3 a 8 anos de idade e se adeque aos critérios físicos estabelecidos, para que se adapte da melhor forma às funções desempenhadas. Dentre as características necessárias destacam-se a altura mínima de 1,52cm, ser castrado – com exceções –, e ter pelagem simples e composta de acordo com a necessidade.

A aquisição dos cavalos pode ocorrer de três maneiras diferentes. Através de compra realizada com recursos próprios do orçamento financeiro da Instituição – de acordo com os termos da legislação específica – e sob análise do Comando Geral e de oficiais médico veterinário. Outro modo é a doação feita por pessoas físicas ou jurídicas à unidade, de acordo com o Decreto 25.644 (7/8/2986).

Os animais que pertencem à Cavalaria também são selecionados na matriz do Polo Regional da Alta Mogiana, pertencente à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e conveniado ao Regimento. Na fazenda, localizada na cidade de Colina (SP), a reprodução e a criação dos cavalos são acompanhadas até que os filhotes sejam escolhidos para compor a tropa.

Ambientação e domação

Após o processo de seleção os animais ficam à disposição da Seção de Picaria e Volteio da Polícia Militar, onde passam por um período de ambientação e aclimação que dura, em média, de dois a três dias. A etapa seguinte é a de domação, subdividida em não montada e montada e com tempo médio de 4 meses.

A fase não montada é caracterizada pela aproximação entre o domador – policial militar – e o cavalo, e tem como objetivo estabelecer relação de confiança. Nesse momento é realizada a adaptação aos objetos utilizados no dia a dia da unidade, como o cabresto que é colocado pela primeira vez, além do uso de mantas, pelegos (arreios) e selas.

O segundo passo é o processo de montaria, quando ocorre a consagração do domador e do cavalo por meio da confiança mútua, de modo que o animal esteja mais tranquilo e receptivo. Nessa fase são iniciados os trabalhos de andaduras para que ele aprenda a se deslocar com tranquilidade e realizar o trote de trabalho, além do galope para finalizar a domação e capacitá-lo ao trabalho nas ruas.

Vida após o serviço policial

Os cavalos podem atuar no Regimento até completarem 23 anos de idade, momento em que são aposentados e doados a pessoas físicas capazes de proporcionar conforto, cuidados e carinho aos animais.

Para adotar um dos oficiais de quatro patas é preciso obedecer a condições previstas no Contrato de Doação com Encargo, segundo os termos do artigo 540 do Código Civil Brasileiro. A prioridade, nesses casos, é dos policiais que tiveram contato direto com o cavalo, a fim de garantir o conforto a ele.

Além de ter disposição para oferecer carinho, local seguro e tranquilidade, os interessados precisam cumprir com as necessidades médico-veterinárias, de higiene e alimentação proporcionando um descanso estável ao cavalo. (Da Redação, com informações da PM)

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