Brasil Covid-19

Brasil tem recorde de 2.349 mil mortes

Brasil tem recorde de 2.349 mil mortes
Média móvel de mortes está em 1.645 óbitos por dia no País. Crédito da foto: Marcio James / Arquivo AFP

O Brasil registrou ontem 2.349 mortes pela Covid-19 em 24 horas. A marca, recorde na pandemia, aprofunda a crise do País, que conta com sistemas de saúde cada vez mais pressionados e ritmo lento de vacinação. O Distrito Federal, por exemplo, reportou ontem à tarde 100% de ocupação dos leitos de UTI. O total nacional de óbitos chegou a 270.917, segundo dados reunidos pelo consórcio da imprensa.

Nas últimas duas semanas, o Brasil viu a média diária de óbitos saltar 43%. Há 14 dias, em 25 de fevereiro, o número estava em 1.150. Agora está em 1.645, o maior da pandemia. A média móvel leva em consideração dados dos últimos sete dias e capta melhor a tendência de variação nos registros. No País, essa curva tem crescido em um ritmo cada vez mais acelerado.

Em 1º de janeiro, por exemplo, a média diária de mortes estava em 704. Na época, especialistas alertaram para efeitos de aglomerações das festas de Natal e réveillon, além de viagens de verão. Comparado com o número atual, o aumento é superior a 130%, mais do dobro. Em janeiro, a crise se alastrou por Manaus e o interior do Amazonas, chegando a causar desabastecimento de oxigênio para pacientes. Agora, a crise está em todas as regiões. O total de óbitos foi mais alto ontem em São Paulo (469). Os números de Goiás (267), Rio Grande do Sul (250), Paraná (243) e Minas (219) também ficaram acima das duas centenas.

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As altas consecutivas têm feito Estados adotarem novamente medidas de restrição na tentativa de frear a propagação da doença. O recrudescimento da doença tem feito governadores pressionarem o Executivo federal por mais vacinas — ontem, o número de imunizados com a primeira dose chegou a 9 milhões, 4,2% da população, segundo o consórcio da imprensa. (Estadão Conteúdo)

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