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Brasil se aproxima das 150 mil mortes por Covid-19

O número deve ser ultrapassado neste fim de semana
Brasil tem 679 novas mortes por coronavírus
O Brasil deve superar a marca de 150 mil mortes por Covid-19 neste fim de semana. Crédito da foto: Michel Dantas/ AFP

Quase oito meses após o primeiro caso no país, o Brasil superará neste fim de semana a barreira dos 150 mil óbitos pela pandemia da Covid-19, que retrocede lentamente, ao mesmo tempo em que a população acelera o retorno a uma perigosa “normalidade”.

Com 212 milhões de habitantes, o Brasil acumula 149.639 falecimentos e 5.055.888 contágios, de acordo com números do Ministério da Saúde desta sexta-feira (9). O país é o segundo em número de mortes no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam mais de 212.000 óbitos pelo novo coronavírus.

Após o primeiro caso, em 26 de fevereiro, e a primeira morte, em 16 de março, o Brasil viu os números crescerem até superarem um platô de 1.000 mortes diárias por quase dois meses, que começou a ceder em agosto (932) e setembro (752). Nos primeiros nove dias de outubro, a média diária é de 630 falecimentos.

A média de infecções diárias caiu de 40.659 em julho para 30.000 em setembro e 27.200 até agora em outubro.

Os especialistas, porém, acreditam que o Brasil atravessa um momento de platô com números ainda considerados elevados, diferentemente dos países europeus e asiáticos, que, após alcançarem o auge da pandemia, viram uma queda mais drástica nos contágios e mortes.

“Chegamos a ter 55.000 casos por dia, mas continuamos com 27.000. Sim, é possível dizer que caiu mais de 50%, mas é como se você descesse do Himalaia para os Alpes, quer dizer, você continua na montanha”, explicou à AFP José David Urbaez, pesquisador da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

“Depois das mortes caírem para 600, ainda haverá um caminho enorme pela frente, com muitas perdas”, completou.

 

Sem plano nacional

Este platô coincide com a reabertura de mais atividades não essenciais, que, segundo os pesquisadores, está sendo feita sem coordenação nacional nem vigilância epidemiológica adequada, o que soma-se ao não cumprimento pela população das medidas preventivas. (AFP)

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