Brasil

Bolsonaro diz que irá este ano à China e que relação entre os países vai melhorar

Presidente aceitou convite para uma visita oficial ao país, principal parceiro comercial do Brasil, ainda este ano
Bolsonaro
Boletim foi divulgado na tarde desta terça (5) pelo hospital – Foto: Marcos Correa/Presidência do Brasil

Em encontro com o embaixador da China, Yang Wanming, o presidente da República, Jair Bolsonaro, aceitou convite para fazer uma visita oficial ao país, principal parceiro comercial do Brasil, ainda este ano. Bolsonaro também falou ao embaixador que quer manter o “melhor relacionamento possível” com a China. A conversa ocorreu durante cerimônia de entrega de credenciais a embaixadores na manhã desta sexta-feira (8), no Palácio do Planalto.

Após o encontro, o presidente disse à imprensa que a relação entre Brasil e China “vai melhorar com toda a certeza”. “Queremos nos aproximar do mundo todo, ampliar nossos negócios, abrir novas fronteiras e assim será o nosso governo. Essa foi a diretriz dada a todos os nossos ministros”, declarou Bolsonaro em coletiva de imprensa.

O presidente afirmou que possui muitas viagens marcadas no primeiro semestre e que, “talvez”, a viagem à China ocorra apenas no segundo semestre. O presidente já possui visitas programadas aos Estado Unidos, Chile e Israel. Outras viagens ainda não foram confirmadas.

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O embaixador da China disse que saiu “muito satisfeito” do encontro com Bolsonaro e que sentiu que há intenção de ampliar as relações entre os países por parte de todos os integrantes da cúpula do governo. Ele reforçou que o Brasil é o principal parceiro comercial do seu país e que, com as mudanças políticas, iniciará agora uma nova etapa de relação bilateral.

Em outubro, ainda como candidato, Bolsonaro queixou-se de que a China “não está comprando no Brasil, ela está comprando o Brasil”. Em novembro, após o pleito, a China fez um alerta a Bolsonaro sobre os riscos econômicos do Brasil seguir a linha do presidente Donald Trump e romper acordos comerciais com Pequim.

Em editorial publicado pelo jornal estatal China Daily, Bolsonaro foi descrito como “menos que amigável” em relação à China durante a campanha e foi advertido sobre o custo do eleito querer ser um “Trump tropical”. (Por Julia Lindner – Estadão Conteúdo)

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