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Baladas clandestinas proliferam nas capitais

04 de Abril de 2021

O luminoso diz muito sobre a festa flagrada em Itaquera. Crédito da foto: Marcelo Chello / Estadão Conteúdo

Apesar de apelos de médicos e autoridades de saúde e do País viver o pior momento da pandemia, baladas com música, bebidas alcoólicas e aglomeração de centenas de pessoas sem máscaras, desrespeitando regras de distanciamento social, vêm sendo registradas em diversas capitais no feriado prolongado.

Uma festa clandestina com mais de 100 pessoas, um spa irregular e um bar foram fechados entre a sexta-feira (2) e a madrugada deste sábado, na cidade de São Paulo, pelo Comitê de Blitze, formado pelo governo estadual e a Prefeitura. A festa era realizada em um estabelecimento no distrito de Itaquera, na zona leste. Os frequentadores eram majoritariamente jovens e ao menos 62 não utilizavam máscaras. O espaço não tinha ventilação e permitia compartilhamento de cachimbos de narguilé.

No Rio, agentes da Prefeitura impediram, também na sexta-feira, a realização de uma festa clandestina para 200 pessoas em um barco na orla da Urca. A festa foi detectada pelo setor de inteligência da Secretaria Municipal de Ordem Pública, que acionou uma equipe da Guarda Marítima Municipal para fazer a fiscalização. Os agentes identificaram que os clientes seriam levados à embarcação através de um píer clandestino, que foi interditado.

No Café de La Musique, em Florianópolis, um dos chamados “beach clubs” mais famosos do Brasil, localizado na praia de Jurerê Internacional, a aglomeração ocorreu mesmo com a capital catarinense registrando lotação total dos hospitais com pacientes de Covid-19.

Vídeos nas redes sociais mostram clientes do Café de La Musique conversando e dançando próximos a mesas. A Polícia Militar registrou uma ocorrência no local às 20h30. A assessoria da casa afirmou que o local estava funcionando normalmente como restaurante no período da tarde, conforme autorizado para o horário na cidade, e que a “equipe de fiscalização” do estabelecimento não conseguiu evitar que os clientes se levantassem das mesas. (Da Redação)