Brasil Covid-19

Astrazeneca recebe registro definitivo e Fiocruz aumentará volume de produção

A decisão permite a entrega do produto que tem etapa final de fabricação no País
Astrazeneca recebe registro definitivo e Fiocruz aumentará volume de produção
Até julho 112 milhões de doses devem ser distribuídas. Crédito da foto: Robert Atanasovski / Arquivo AFP

A Anvisa anunciou ontem ter concedido o registro definitivo da vacina de Oxford/Astrazeneca, contra a Covid 19, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A decisão permite a entrega do produto que tem etapa final de fabricação no País.

Anteriormente, a Anvisa autorizou o uso emergencial do mesmo produto, mas fabricado pelo Instituto Serum, da Índia. O registro não permite a venda ao setor privado, pois a Fiocruz tem apenas o Sistema Único de Saúde (SUS) e organismos multilaterais como clientes.

A liberação da agência, por enquanto, permite o uso de 112 milhões de doses que devem ser distribuídas até julho. Essas unidades têm ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado da China e fase final de envase feita na Fiocruz. A fundação ainda terá de pedir a certificação da produção do IFA no Brasil para liberar as doses que pretende elaborar a partir do meio do ano. A ideia é que 110 milhões de vacinas sejam feitas desde a primeira etapa pela Fiocruz, totalizando 222 milhões de unidades entregues no ano.

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O plano da fundação é distribuir em março 3,8 milhões de doses, já liberadas pelo registro da Anvisa. A vacina tem eficácia global de 70,42%. A validade é de 6 meses, mas pode ser ampliada, conforme análises mensais da agência.

Fiocruz

Ontem, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que em março receberá da farmacêutica Astrazeneca o dobro do número de lotes de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) inicialmente previstos para este mês. Ao longo de março serão enviados da China quatro lotes de 256 litros cada, com quantidade de insumo suficiente para a produção de 30 milhões de doses de vacina. Em janeiro, um problema diplomático dificultou o envio de IFA. Ao tomar conhecimento da situação, a Fiocruz comunicou ao Ministério da Saúde, que, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores, interveio junto às autoridades chinesas para liberar o embarque do IFA ao Brasil, conforme a Fiocruz informou em nota.

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Uma remessa programada para chegar ao Brasil hoje, não havia sido liberada por conta da emissão da licença de exportação pelas autoridades chinesas e a conclusão dos procedimentos alfandegários.

A Anvisa afirma que ainda tem “incertezas” sobre o produto, mas o benefício supera o risco. Por precaução, alguns países suspenderam o uso nesta semana, mas a OMS mantém a recomendação de utilização. (Estadão Conteúdo)

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